Segundo os últimos levantamentos, seriam 247 mortos em Friburgo, 238 em Teresópolis, 18 em Sumidouro, 43 em Petrópolis e 2 em São José do Vale do Rio Preto. De acordo com a Polícia Civil, em Friburgo foram identificados 242 pessoas, em Teresópolis foram 228, em Petrópolis foram 41, em Sumidouro 19 e quatro em São José do Vale do Rio Preto.
Ainda nesta sexta-feira voltou a chover forte em Teresópolis e Itaipava, o que dificulta o trabalho de resgate das pessoas que ainda estão ilhadas e dos corpos soterrados.
O mau tempo impede o voo de helicópteros em Teresópolis. Na madrugada, equipes de resgate diminuíram o trabalho por causa da escuridão. Onde havia luz, o resgate continuou.
Balanço
Segundo a Defesa Civil de Teresópolis, permanecem registrados 1200 desabrigados e 1300 desalojados. Nesta sexta-feira, equipes da Defesa Civil estão trabalhando desde as 5h da manhã no resgate de vítimas e no encaminhamento de desabrigados para o Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara, mais conhecido como “Pedrão”, na Rua Tenente Luiz Meirelles, 211, Centro.
Em Itaipava, 22 pessoas estão desaparecidas no Vale do Cuiabá, segundo informou o prefeito de Petrópolis Paulo Mustrangi. Uma central de desaparecidos está funcionando em Itaipava.
Em Nova Friburgo, também voltou a chover. O município contabiliza 225 mortes e não 246, como havia informado na madrugada pela Defesa Civil de Nova Friburgo. Seis abrigos alojam 414 famílias.
Corpos em caminhos frigoríficos
Em Teresópolis, três caminhões frigoríficos chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) no início da manhã para acondicionar os corpos das vítimas das chuvas. Os caminhões foram pedidos pelo juiz José Ricardo Aguiar, da 2ª Vara de Família de Teresópolis.
O IML já identificou 470 vítimas. Por enquanto, no entanto, a Polícia Civil diz que não tem como enviar a lista com os nomes das vítimas. Apenas o município de Teresópolis divulgou parte da relação com os nomes dos mortos.
Dados divulgados pelo governo do estado nesta quinta-feira, no total já são 5,5 mil famílias desabrigadas na Região Serrana: 1,5 mil em Petrópolis; 2,5 mil em Teresópolis; e 1,5 mil em Friburgo. Informações do jornal O Globo.
Estudo alertou governo do Rio em 2008
Estudo encomendado pelo próprio Estado do Rio de Janeiro alertou em novembro de 2008 sobre o risco de uma tragédia na região serrana fluminense, como a que ocorreu esta semana, matando ao menos 552 pessoas.
A situação mais grave, segundo o relatório, era exatamente em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, os municípios mais devastados pelas chuvas e que registram o maior número de mortes. Essas cidades tiveram, historicamente, o maior número de deslizamentos de terra.
O estudo apontou a necessidade do mapeamento de áreas de risco e sugeriu medidas como a recuperação da vegetação, principalmente em Nova Friburgo, que tem maior extensão de florestas. A informação é do jornal Folha de S. Paulo deste sábado.
Saldo de promessas na TV
Lula evitava áreas de desastres para não associar sua imagem a fatos negativos. Há um ano, nem sequer interrompeu as férias no litoral baiano para percorrer áreas devastadas no Rio de Janeiro.
Na tragédia de Santa Catarina, em 2008, só duas semanas e muitas criticas depois, sobrevoaria a região. Demorava meses para liberar os recursos prometidos, e a conta-gotas. Contudo, diante das câmaras de TV, recursos não faltariam, o FGTS seria liberado, e tal e tal.
Nas enchentes de Pernambuco e Alagoas a situação não foi diferente. Os governadores tiveram que ir várias vezes a Brasília para receber os recursos, em descansadas parcelas. Enquanto isso, milhões eram torrados na corrupção do Senado para bancar Sarney e outros milhões para financiar deputados a votar com o governo. .
Nesta sexta-feira, a TV mostrou homens e mulheres chorando, casas, famílias e cidades destruídas, cenas de arrepiar. No ano passado, os governantes de plantão culparam os anteriores, da falta de planejamento. Este ano, sem ter a quem culpar, prometem. Mais uma vez. Extraído de Cláudio Humberto com participação do editor.