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Filme Cuíca de Santo Amaro tem estreia no Rio de Janeiro dia 24 de março

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O filme tem a direção de Joel de Almeida e Josias Pires, com o apoio do programa Petrobras Cultural.

O Festival programou mais uma sessão do filme no Rio de Janeiro, no dia 27 de março, às 15 no mesmo local. A estreia do filme em São Paulo será no dia 29 de março, às 21h, no Cinesesc– SP, na Rua Augusta, 2075. A segunda sessão do filme em São Paulo será no dia seguinte (30), às 15h, no mesmo lugar. 

Comigo não tem bronca, dizia o trovador repórter desassombrado

Trovador maldito da poesia popular do Brasil, personagem controvertida, produz entre 1930 e 1963 cerca de mil títulos de livros de histórias, nome que dá aos folhetos que só depois passaram a ser conhecidos na Bahia como literatura de cordel.

Inspira Jorge Amado e Dias Gomes, que fazem de Cuíca personagem de quatro romances e da peça de teatro que, reapresentada pelo cinema, leva Anselmo Duarte a ganhar a Palma de Ouro em Cannes, com o filme “O Pagador de Promessa (1962). Na mesma época Cuíca de Santo Amaro faz a abertura do filme “A Grande Feira” (1961), de Roberto Pires. Seus livros vendiam como pães quentes nas feiras da Bahia.

É o defensor do povo contra os marreteiros e também o diabo das encruzilhadas, dos mercados, das festas e das frestas, personagem dos avessos e das margens, dos temas proibidos, picarescos, obscenos, malditos. Neste figurino ele aparece em Pastores da Noite e A morte e a morte de Quincas Berro D’Água e na peça O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, adaptada para o cinema por Anselmo Duarte.

Faz propaganda comercial em portas de lojas. É histrião e usa métodos não convencionais para a coleta de notícias que usa na confecção de versos. Encarna personagem desabusada, que escreve, publica e vende nas ruas folhetos de protestos em plena II Guerra, reportando com humor a carestia da vida, demonizando Hitler, Mussolini e Plínio Salgado, elogiando Getúlio Vargas e Luís Carlos Prestes – apesar de posteriormente publicar folheto em favor da candidatura do camisa-verde e demonizar Prestes.

Muitas performances fez ao lado de cartazes expostos nas ruas com frases e desenhos sobre os temas dos folhetos, ilustrados pelo amigo Sinézio Alves.

Em 1945 Jorge Amado o anuncia como  “O Trovador da Bahia”. Em 46, a fama de Cuíca estende-se para todo o país, através da publicação de fotografias de Pierre Verger e de textos de Odorico Tavares e Jorge Amado na revista O Cruzeiro.

Durante duas décadas nas cidades da Bahia Cuíca de Santo Amaro atenta contra o pudor e brada contra a hipocrisia, revela em praça pública segredos de alcova e trapaças de ricos marreteiros. “Comigo não tem bronca”, garante.

É a versão popular do boca de brasa, o Gregório de Mattos sem gramática. Poeta mais temido da Bahia é o defensor do povo, a voz do escândalo. É um herói e um anti-herói.  Anjo torto, da boca torta. Poeta livre. O maior comunicador que a Bahia já teve.

Equipe

Direção – Joel de Almeida e Josias Pires

Diretor de Fotografia – Paulo Hermida

Direção de Produção Luciana Freitas e Marise Berta

Direção de Arte – Ian Sampaio

Direção Musical – Tuzé de Abreu

Som Direto – Rodrigo Alzueta e Napoleão Cunha

Montagem – Bau Carvalho

Produção Executiva – Adler Paz, Bau Carvalho e Lula Oliveira

Voz de Cuíca de Santo Amaro – Gil Teixeira

Da produção, com foto de Davi Caires

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