
O anúncio foi feito pelo prefeito Júnior Batata, após diversas análises e tentativa de reverter a situação ao lado da sua equipe jurídica, mas todos em uma só voz reconheceram a justificativa mais que louvável, afim de não comprometer serviços essenciais para os munícipes devido as dificuldades financeiras enfrentadas pela gestão municipal após os sequestros financeiros oriundos de diversas dívidas acumuladas por outras gestões.
O prefeito utilizou as suas redes sociais para fazer o anúncio, no vídeo, Júnior esclarece a população as razões que levaram a tomada de tão crucial decisão.

O gestor lamentou o cancelamento, mas ressaltou que a medida foi tomada com muita serenidade e após diversas conversas com a equipe administrativa, que trouxeram como base a responsabilidade fiscal e o compromisso com os serviços essenciais.
“Meus amigos, entendo que todos já estão ansiosos em saber se teremos os nossos tradicionais festejos juninos. Eu, na qualidade de gestor público, também compartilho da mesma ansiedade de todos vocês”, disse o prefeito.
Júnior Batata explicou que, nas últimas semanas, a prefeitura tentou alternativas para viabilizar a realização do evento, mas foi surpreendida por bloqueios financeiros realizados pela Receita Federal. Segundo ele, os bloqueios ultrapassam a capacidade financeira do município.
“Durante os últimos meses e, mais ainda, nas últimas semanas, tentamos de todas as formas reverter o quadro financeiro para garantir a nossa tradicional festa junina, resgatada na gestão do nosso ex-prefeito Everton Cerqueira”, pontuou.
De acordo com o prefeito, os bloqueios têm origem em dívidas antigas da prefeitura com a União e o Estado, acumuladas ao longo de diversas gestões.
“Entre elas estão valores de precatórios e débitos com a Receita Federal. Nos últimos dois meses, a gestão foi surpreendida com o sequestro de valores consideráveis. Esses valores comprometem diretamente a folha de pagamento dos servidores municipais que recebem pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, explicou.
Segundo a gestão, o município possui uma liminar que limita que os descontos nos repasses do FPM não ultrapassem 9%, mas essa determinação vem sendo desrespeitada, chegando a mais de 20%.
“A Receita Federal vem reiteradamente elevando os valores dos sequestros financeiros. Entramos com uma nova ação judicial como medida emergencial, mas não sabemos quando ela será julgada e se será favorável à prefeitura”, acrescentou.
Os bloqueios somam cerca de R$ 300 mil, o que corresponde a mais de 30% da folha de pagamento dos servidores. Diante desse cenário, a realização do São João foi considerada inviável.
“Se esse bloqueio fosse algo pontual, teríamos a tranquilidade de realizar a festa com uma certa redução de gastos. Mas esses descontos continuarão sendo realizados até que a Justiça se manifeste”, ressaltou.
“Correr o risco de realizar uma festa que coloca em jogo o pagamento dos funcionários e os serviços básicos do município seria uma ação irresponsável. Por este motivo, venho compartilhar com todos vocês esta situação que não nos agrada, mas que no momento é a nossa realidade.”
O prefeito garantiu que novos ajustes serão feitos para preservar o funcionamento dos serviços públicos.



