
A Câmara Municipal de Irará, cidade localizada a cerca de 50 km de Feira de Santana, aprovou no último dia 17 de junho o projeto que reconhece oficialmente o beiju como patrimônio cultural imaterial do município. A proposta aguarda agora a sanção do prefeito para entrar em vigor.
Mais do que um alimento típico feito a partir da mandioca, o beiju representa identidade cultural, resistência e sustento para dezenas de famílias da zona rural de Irará. A tradição é mantida principalmente por mulheres, conhecidas como beijuzeiras, que perpetuam a produção artesanal do alimento em cozinhas domésticas, associações e cooperativas locais.
A cultura do beiju no município remonta ao fortalecimento do cultivo da mandioca na década de 1980, quando a atividade passou a mobilizar comunidades inteiras. Com técnicas transmitidas entre gerações, o preparo do beiju se consolidou como símbolo de resistência feminina e empreendedorismo no campo.
Atualmente, mais de 120 mulheres atuam diretamente na produção do beiju em Irará. Uma das referências na atividade é Marinalva Cerqueira, conhecida como Nalva do Beiju, que lidera uma associação familiar dedicada ao alimento tradicional.
O reconhecimento como patrimônio imaterial reforça a importância do beiju não apenas como iguaria culinária, mas como expressão da história e da cultura popular de Irará.
Fonte: Toda Bahia



