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Serra Preta: Futebol amador adota práticas do profissional e gera debate

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Quem ainda enxerga o futebol amador apenas como lazer está distante da realidade. Em Serra Preta, a modalidade tem se aproximado cada vez mais do futebol profissional, especialmente no que diz respeito à chamada “contratação” de atletas mediante pagamento de cachês.

Nos últimos anos, dirigentes de clubes do município vêm demonstrando preocupação com os valores exigidos por jogadores para atuar no Campeonato Municipal.Valores considerados altos diante da realidade econômica do município. Em 2025, por exemplo, reforços vindos de outros municípios chegaram a receber até R$ 1.200 por partida, enquanto jogadores locais passaram a cobrar entre R$ 500 e R$ 700 por jogo.

O tema foi pauta de uma reunião realizada na última sexta-feira, dia 23 de janeiro, que definiu diretrizes importantes para o Campeonato Municipal de Serra Preta, previsto para começar entre o fim de fevereiro e o início de março. Entre as decisões, ficou estabelecido o aumento no número de reforços permitidos: cada equipe poderá contratar até seis atletas de fora do município e escalar até cinco deles simultaneamente.

Segundo o dirigente do CDL ,Leonardo Lima, a ampliação do número de reforços é vista como necessária, já que a limitação anterior elevava os custos com contração de jogadores locais. Para arcar com os custos, os clubes recorrem a diferentes estratégias, como renda de jogos, rifas, bingos, vaquinhas, apoio de comerciantes locais e, em muitos casos, investimento direto do próprio bolso dos dirigentes – sem retorno financeiro garantido.

Apesar das críticas, não existe nenhuma lei que proíba clubes ou atletas amadores de firmarem acordos financeiros. Desportistas apontam que a prática de pagar jogadores teve início com equipes tradicionais como o Internacional do distrito de Ponto de Serra Preta, e o Bravolândia, do distrito de Bravo. Este último conta com estrutura própria, incluindo um clube de campo e um campo de treinamento particular, usados como meios de captação de recursos.

O cenário expõe os desafios financeiros do futebol amador local e reacende o debate sobre os limites entre o amadorismo e a profissionalização no esporte municipal. (Fonte: Instagram @bravonewws).

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