O calendário do Imposto de Renda 2026 já começou a ganhar forma: a entrega deve abrir em 16 de março e seguir até 29 de maio. No entanto, a Receita Federal ainda precisa publicar as regras oficiais e confirmar todos os detalhes do cronograma.
Em 2025, entrou na obrigação quem recebeu rendimentos tributáveis a partir de R$ 33.888. Agora, para 2026, consultores e publicações do setor projetam que esse limite pode subir para R$ 36.432, embora a confirmação dependa do ato final da Receita.
Além disso, o rendimento não é o único gatilho. Por exemplo, quem mantinha bens e direitos acima de R$ 800 mil também precisa declarar. Da mesma forma, rendimentos isentos acima de R$ 200 mil continuam como critério de obrigatoriedade.
Se o contribuinte perde o prazo, a multa entra automaticamente na conta. Em geral, ela é de 1% ao mês sobre o imposto devido, com mínimo de R$ 165,74 e teto de 20% do imposto. Ou seja, atrasar pode custar caro mesmo quando a declaração não parecer complexa.
Como declarar, na prática
Hoje, o contribuinte costuma escolher entre três caminhos. Primeiro, pode usar o PGD no computador. Além disso, pode preencher pelo Meu Imposto de Renda, no celular. Por fim, também existe a opção online via e-CAC. Em qualquer um deles, o acesso exige conta Gov.br.
Ao mesmo tempo, a Receita já sinalizou que quer migrar gradualmente do PGD para soluções digitais. Por isso, o app e o preenchimento online ganham cada vez mais peso.
Por que usar a pré-preenchida ajuda
A declaração pré-preenchida reduz trabalho e, em muitos casos, acelera o processo. Ainda assim, ela não dispensa revisão. Você precisa conferir cada item, porque a responsabilidade final pelos dados segue sendo do declarante
Para evitar correria, vale organizar desde já: informe de rendimentos, extratos bancários, comprovantes de despesas médicas e de educação. Assim, você diminui risco de erro e aproveita deduções que podem reduzir imposto a pagar ou aumentar restituição.
E a isenção para quem ganha até R$ 5.000?
A mudança da faixa de isenção vale a partir de 2026, no ano calendário 2026. Portanto, ela não aparece na declaração entregue em 2026, que trata dos rendimentos de 2025. Em outras palavras, o efeito tende a ficar mais claro na declaração do ciclo seguinte.
Fonte: BP Money



