Um homem de 46 anos foi preso nesta segunda-feira (2), na zona rural de Serrinha, suspeito de aplicar golpes durante negociações de gado na região sisaleira. Ele é investigado pelos crimes de estelionato e uso de documento falso.
A polícia não divulgou detalhes sobre a identidade do suspeito, mas a reportagem do cleristonsilva.com apurou que se trata de Evanilson Santiago da Silva Mota, apontado pelas investigações como responsável por um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 600 mil a produtores rurais e empresários locais.
Ordem de prisão – No dia 5 de fevereiro, antes mesmo de ele ser localizado e preso, a Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva. A decisão foi assinada pela juíza Luana Martinez Geraci, da Vara Criminal do município.
Na decisão, a magistrada negou o pedido da defesa para revogar a prisão e destacou que o investigado estava foragido, em local incerto e não sabido, o que reforçava o risco de fuga e a necessidade da medida cautelar.
Segundo o entendimento judicial, a gravidade concreta dos fatos, a reiteração das condutas e o alto valor do prejuízo justificam a manutenção da prisão para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.
Como funcionava o esquema – De acordo com as investigações, iniciadas em outubro de 2025, o suspeito realizava pagamentos a vendedores de animais utilizando cheques roubados, sustados ou com assinaturas falsificadas — prática conhecida na região como uso de “chiquitas”.
As transações ocorreram em Serrinha e municípios vizinhos. Até o momento, a Polícia Civil identificou seis vítimas, além do uso de cheques fraudulentos em empréstimos feitos com empresários locais.
Prisão em fazenda – A captura aconteceu em uma fazenda na zona rural do município. Após a prisão, o homem foi submetido a exame de lesões corporais e apresentado à autoridade policial, permanecendo custodiado à disposição da Justiça.
A ação foi executada por equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Sisal), vinculado à 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, com suporte do Núcleo de Inteligência da Coordenadoria Regional.
A reportagem não localizou a defesa do investigado. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: Portal do Cleriston Silva



