No último dia 18 de março, o Teatro Santa Roza, em João Pessoa (PB), foi palco de um evento que pode mudar o futuro da música nordestina: a entrega oficial do dossiê que candidata o Forró de Raiz a Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.
Representando a Bahia com o peso de quem já levou o ritmo a mais de 50 países, o cantor e compositor Del Feliz reafirmou seu papel como embaixador cultural.
O artista, que já havia iniciado as tratativas diretamente na sede da Unesco em Paris, destaca que o momento é de colher os frutos de uma mobilização coletiva.
A trilha sonora de uma candidatura
Não se faz história sem uma identidade forte. Del Feliz é o autor de “Eu sou o São João”, a música-tema que uniu gigantes como Elba Ramalho, Flávio José e Tato (Falamansa) em torno desta causa.
A canção não é apenas um hit, mas um manifesto técnico e artístico que sustenta a importância do gênero.
Bahia no protagonismo da preservação
A comitiva baiana mostrou que o forró é uma rede de resistência e cultura. Além de Del, lideranças como Creusa Rosa Machado (Irecê) e Marizete Nascimento (Associação Asa Branca dos Forrozeiros) representaram o estado, mostrando que o movimento vai muito além dos palcos, alcançando fóruns de discussão e políticas públicas de preservação.
O que muda com o selo da Unesco?
Se aprovado — um processo que pode levar até dois anos — o Forró de Raiz ganha uma camada extra de proteção internacional. Isso significa:
O dossiê agora segue para análise do comitê internacional. Enquanto o resultado não chega, o Forró de Raiz continua fazendo o que faz de melhor: unir corações e colocar o mundo para dançar.
Fonte: A Tarde



