
O mês de abril de 2026 deve ser marcado por chuvas acima da média em grande parte do Nordeste, com destaque para áreas do norte do Ceará, Maranhão e Piauí, além de temperaturas mais elevadas em diversas regiões do País. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgada nessa quarta-feira, 1º.
De acordo com o órgão, essas áreas podem registrar volumes de chuva até 75 milímetros acima da média histórica para o período.
Apesar do aumento das chuvas, as temperaturas devem seguir elevadas. Em partes da região, os termômetros podem ficar até 1°C acima da média, especialmente em áreas da Bahia, Pernambuco e na região do Matopiba, que engloba partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Cenário no Brasil
No panorama nacional, a previsão indica contrastes entre as regiões. Enquanto áreas do Norte e do Nordeste devem concentrar os maiores volumes de chuva, partes do Centro-Oeste e do Sul podem enfrentar períodos mais secos.
No Sudeste, a expectativa é de chuvas dentro da média, com exceções pontuais no litoral do Rio de Janeiro e em áreas de São Paulo, onde os volumes podem ser maiores.
As temperaturas, por outro lado, devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com destaque para estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.
Impactos no campo
No Ceará e em outras áreas do Nordeste, o aumento das chuvas tende a favorecera umidade do solo e criar condições e criar condições mais adequadas para o desenvolvimento de lavouras e pastagens, além de contribuir para a recuperação de reservatórios, conforme aponta o Inmet.
Já em regiões com previsão de menos chuva e temperaturas mais altas, como partes do Centro-Oeste e do Sul, a tendência é de redução da umidade do solo ao longo do mês. Segundo o Instituto, esse cenário pode resultar em déficit hídrico e afetar o desenvolvimento de culturas agrícolas, especialmente o milho de segunda safra.
A combinação entre calor acima da média e distribuição irregular das chuvas reforça a importância de acompanhar as atualizações dos órgãos meteorológicos ao longo do mês.
Fonte: O Povo



