
Na manhã deste domingo, 28 de dezembro de 2025, a população de Riachão do Jacuípe, Bahia, compareceu ao memorial da Sacre para se despedir de Álvaro Hermógenes Carneiro de Oliveira, que morreu na madrugada deste sábado aos 68 anos. Previsto para as 9h, ele só foi sepultado por volta das 10h.
O corpo de Álvaro de Bonifácio, como também ele era conhecido, foi velado no Memorial da Sacre, no bairro Alto do Cemitério, durante todo o dia de ontem e neste domingo pela manhã. A cerimônia fúnebre foi prestigiada por familiares, amigos, autoridades e populares de Riachão e municípios da região. “Eu sou de Nova Fátima, vim porque gostava muito dele”, disse uma mulher.
Neste domingo, a presença do público aumentou mais ainda, deixando o espaço onde acontecia o velório completamente lotado e com muita gente do lado de fora. Entre os presentes estavam o prefeito Carlos Matos, o ex-deputado José Leão, diversos vereadores, a ex-prefeita Tânia Matos, o juiz aposentado José Ferreira Filho, diversos radialistas e jornalistas, dezenas de comerciantes, militares e colegas de trabalho. “Álvaro era uma pessoa muita querida, por onde passou só deixou amizade”, sintetizou um amigo.

No final da cerimônia do velório, aconteceram vários cânticos e orações. Quando o caixão saiu para o cemitério, estava encoberto com uma bandeira do Bahia, e o hino de seu time do coração era tocado em um som carregado por um familiar. Tocadas por um misto de tristeza e alegria ao mesmo tempo, as pessoas aplaudiam e deixavam as lágrimas escorrerem pelos olhos, que se misturavam com o suor provocado pelo sol escaldante: a tristeza, pela despedida; mas também a alegria, porque foi isso que Álvaro representou aqui na terra.
Mãe comparece, mesmo aos 95 anos!
Durante todo o velório, uma cena chamou a atenção dos presentes. Ali estava, sentada numa cadeira de rodas, aos 95 anos, Dona Da Glória, a mãe de Álvaro. Com os olhos fixos no caixão do filho, ela recebia o carinho e admiração de todos. “Meu Deus, como ela suporta uma dor como essa? E com quase cem anos…”, indagou uma mulher, admirada.

Ao lado do caixão do seu irmão o tempo todo, o repórter José Raimundo recebia o carinho dos amigos e admiradores presentes. Mesmo com a tristeza no semblante, manteve-se firme e atendia a todos que lhe cumprimentavam. Na saída, foi o primeiro a segurar o caixão. Com o seu gesto, mostrou o quanto é importante uma família unida e ser amigo de um irmão.
Mesmo emocionada, Dione fez o papel forte de uma esposa guerreira, como mostrou durante todo o período em que o esposo esteve em tratamento. Amparada por amigas, ela não esquecia de agradecer a todos.
Filhos se despedem com emoção

No momento final, com o corpo já na sepultura, e sob novos aplausos, a filha Neiviane se despediu do pai de forma emotiva:
“Que orgulho, pai. Que orgulho. O senhor foi um gigante. Vai com Deus, meu amor”. Os aplausos aumentaram.
Em seguida, o seu irmão Ruan também proferiu palavras de despedida, reforçando: Vai com Deus, meu pai!”.
Por Evandro Matos / para o Interior da Bahia



