
Três meses depois de assumir a pré-candidatura à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) surge tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada após o Carnaval.
De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 46,3% das intenções de voto, contra 46,2% de Lula — diferença de um décimo, dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. Em janeiro, o cenário era mais favorável ao petista, que tinha 49,2%, enquanto o senador marcava 44,9%.
O estudo foi realizado entre os dias 19 e 24 de fevereiro, com 4.986 entrevistados pela internet, e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07600/2026. O nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi aplicada logo após o Carnaval, período marcado por repercussão política em torno de uma homenagem da escola de samba Acadêmicos de Niterói ao presidente Lula, que gerou críticas em setores evangélicos. No entanto, o levantamento não incluiu perguntas sobre o desfile, o que impede atribuir diretamente a variação dos números ao episódio.
Outro nome que apresentou avanço foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em cenário testado, ele aparece com 47,1% contra 45,9% de Lula, também configurando empate técnico. Tarcísio já declarou apoio à pré-candidatura de Flávio.
Nos cenários de primeiro turno, Lula lidera as simulações, seguido por Flávio ou Tarcísio. Em um sexto cenário, sem Lula na disputa e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como candidato, o petista aparece com 39,1%, empatado no limite da margem de erro com Flávio, que registra 37,1%.
A pesquisa também avaliou rejeição e percepção de risco eleitoral. Para 47,5% dos entrevistados, a reeleição de Lula é o cenário que mais preocupa; 44,9% apontaram a eleição de Flávio Bolsonaro como a hipótese mais temida. Já 7,1% disseram que ambos os resultados causam igual preocupação.
Em termos de rejeição, Lula lidera com 48,2%, seguido por Flávio (46,4%), Jair Bolsonaro (44,2%), Renan Santos (43,9%), Nikolas Ferreira (42,2%) e Michelle Bolsonaro (40,8%).
Fonte: CNN Brasil / Imagem: Reuters/Agência Senado



