A enfermeira Loren Almeida foi presa nesta quarta-feira (11) durante a Operação Peptídeos, deflagrada pela Polícia Civil. Ela é acusada de integrar um esquema de venda ilegal de medicamentos para diabetes, como o Mounjaro e a substância proibida Retatrutide, utilizados clandestinamente para fins estéticos e de emagrecimento.

Loren, que atua na UPA do CIA, em Simões Filho, não apenas comercializava os produtos pelas redes sociais, como também realizava o fracionamento e a aplicação das doses diretamente na residência dos clientes, prática proibida e restrita a farmácias.
A ação, coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), cumpriu 57 mandados de busca e apreensão em clínicas, hospitais e farmácias na Bahia e em São Paulo, resultando em 12 prisões no total. Entre o material apreendido, os investigadores encontraram medicamentos vindos do Paraguai e canetas emagrecedoras que chegam a custar R$ 5 mil em algumas clínicas.
A polícia também descobriu que a própria enfermeira era usuária dessas substâncias e utilizava essa experiência pessoal para preparar as injeções vendidas sem prescrição médica e fora das normas sanitárias.
Com a participação de mais de 200 policiais, a operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária para retirar de circulação produtos que ainda não possuem liberação da Anvisa ou do FDA norte-americano.
A rede criminosa focava na promessa de emagrecimento rápido para atrair consumidores na internet, expondo-os a graves riscos à saúde devido à falta de controle profissional.
As autoridades seguem com as investigações para identificar outros profissionais da saúde e da estética envolvidos e entender a real extensão desse mercado clandestino.
Fonte: Alô Juca



