O município de Serrinha, a 300 quilômetros de Salvador, é forte candidato a sediar em abril de 2027 o Festival Internacional Vamo que vamo, originalmente promovido pela municipalidade de Lille, na França.
O projeto é uma criação do autoproclamado forrozeiro serrinhense Cacau Moutinho, interessado em trazer a programação para sua cidade, depois de 10 anos realizado entre os franceses.
Cantor, compositor, dançarino, músico e professor de forró, Cacau vive na França há 18 anos, onde fundou, junto com Lydie Fruleux, a Compagnie Biscoitinho, escola de dança e música que leva a cultura do nordeste para a Europa.
Cacau e Lydie realizam o festival na França desde 2013, quando o músico baiano viajou para algumas das principais cidades do mundo a fim de ensinar forró a diversos públicos.
“Após uma década de celebração de forró na França, é um sonho para mim trazer o festival ‘Vamos Que Vamo’ para Serrinha em 2027”, afirma Cacau.
O objetivo é o de celebrar as raízes e a força das culturas do Nordeste, aproveitando a boa aceitação da sanfona entre os europeus dispostos a adquirir as manhas de deslizar no salão dançando quadrilha.
A proposta também busca ampliar o intercâmbio cultural e fortalecer a circulação internacional do forró.
Curiosamente, enquanto Cacau se movimenta para dar mais valor ao forró, o gênero consagrado por Luiz Gonzaga vem disputando espaço com misturas musicais baseadas em sofrência, percussão, sertanejo e outros intrusos poluentes.
Nesse cenário, iniciativas como o festival reforçam a preservação e a difusão da tradição nordestina.
Fonte: A Tarde



