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Amado Batista entra na lista suja do trabalho escravo em suas propriedades

Segundo o Governo Federal, 14 funcionários teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão em duas propriedades do cantor, localizadas em Goianápolis.

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Após o nome do cantor Amado Batista ser incluído na lista suja do trabalho escravo, o advogado dele, Mauricio Carvalho, informou ao g1 que não houve resgate de trabalhadores e que as irregularidades apontadas nas duas propriedades, localizadas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia, foram “corrigidas” (leia a nota na íntegra ao final do texto). A lista com o nome do artista foi atualizada na segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

“Não houve resgate de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!”, afirmou o advogado.

Segundo o Governo Federal, 14 funcionários teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão, sendo 10 no Sítio Esperança e quatro no Sítio Recanto da Mata, ambas as fazendas estão situadas na BR-060, zona rural da cidade. As ações de fiscalização foram realizadas em 2024.

Ao site, o advogado de Amado explicou a situação do Sítio Recanto da Mata, fazenda “arrendada” pelo cantor para o plantio de milho. “Foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio”.

De acordo com Mauricio, após a fiscalização em 2024, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual “todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas”.

Sobre o Sítio Esperança, utilizado para criação de bovinos para leite, a defesa frisou que foram identificados correções que deveriam ser feitas em relação à moradia e áreas de convivência. Segundo o advogado, as obras já foram feitas e finalizadas.

“Todos os funcionários são registrados e todas as verbas trabalhistas e consectarios legais são pagos normalmente”, destacou Mauricio Carvalho.

Condições degradantes e jornadas exaustivas

De acordo com o MTE, as propriedades do cantor foram fiscalizadas durante o período de 19 a 29 de novembro de 2024, em uma inspeção da Polícia Civil de Goiás após uma denúncia sobre possíveis irregularidades trabalhistas.

No Sítio Recanto da Mata, quatro trabalhadores teriam sido resgatados em condições degradantes e jornada exaustiva – o que a defesa nega que tenha acontecido. Já no Sítio Esperança, 10 pessoas foram encontradas em situação de jornada exaustiva de trabalho.

Cozinha improvista de galpão onde estavam alojados trabalhadores e outro cômodo da propriedade com colchões — Foto: Reprodução/MTE

As duas fazendas são vizinhas. Na área destinada à produção de leite, a equipe inicialmente não identificou indícios de trabalho forçado ou degradante. No entanto, posteriormente, foi constatado que as jornadas chegavam a até 18 horas diárias.

De acordo com o MTE, a propriedade de cultivo de milho foi arrendada. Nela, o artista teria contratado um prestador de serviços, responsável por empregar quatro operadores de máquinas, que pernoitavam em um galpão.

Ainda segundo o órgão federal, quando a fiscalização chegou à fazenda de cultivo, as atividades estavam paralisadas, e dois trabalhadores recolhiam seus pertences para deixar o local, após serem informados da realização de uma inspeção na propriedade.

“As condições do local eram extremamente precárias, não havendo condições mínimas de habitabilidade. O local não dispunha de camas, sendo que os trabalhadores dormiam no sobre colchões no chão; não eram fornecidas roupas de camas e nem disponibilizados armários individuais para guarda de objetos pessoais; as condições de higiene do local eram precárias, sendo que sequer havia local para se tomar refeições, com mesas e cadeiras”, informou o MTE.

Nas entrevistas realizadas com os trabalhadores, eles teriam informado que trabalhavam no sítio havia cerca de dois meses, sem registro, e que ainda não tinham recebido os salários do mês anterior. Os dois relataram para a equipe que cumpriam uma jornada de trabalho entre 12h a 16h durante todos os dias da semana.

Nota da defesa de Amado Batista

Primeiramente, a informação veiculada que de houve o “resgate” de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é completamente falsa e inverídica! Não houve de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!

Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda “arrendada” pelo senhor amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de 4 colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio.

O Fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas.

Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação.

Por Yanca Cristina, g1 Goiás

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