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Antes da morte de miss baiana, suspeito torturou e deixou ex-namorada quase cega

Ex-namorada relata agressões, enforcamento e perda parcial da visão após ataques

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Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, suspeito de feminicídio contra a miss baiana Ana Luiza Mateus, de 29, acumulava um histórico de violência contra mulheres. Em outubro de 2025, ele chegou a ser detido após agredir e torturar uma ex-companheira no Mato Grosso do Sul, estado onde nasceu. As informações são do Extra.

Segundo o relato da vítima à polícia, as agressões foram motivadas por ciúmes. Ela contou que foi obrigada a confirmar relacionamentos anteriores — já encerrados — enquanto era agredida. Durante os ataques, chegou a ser enforcada por ele. A mulher sofreu traumatismo e perdeu parcialmente a visão de um dos olhos após o crime.

“Ele dizia que ia me matar numa fazenda e, depois me jogaria do alto de uma cachoeira. Ele passou horas falando para mim as formas como ele ia me matar. Levei muito tempo para convencê-lo a me deixar ir a uma UPA, estava muito machucada”, relatou a vítima. Ainda segundo o depoimento, ela foi obrigada a entregar seus pertences ao agressor antes que ele desaparecesse.

Apesar do histórico, o suspeito mantinha nas redes sociais uma imagem diferente. Em perfis públicos, ele dizia conciliar a atuação como empresário com os estudos em Medicina e atividades no mercado financeiro, se apresentando como investidor em FOREX e Bitcoin. A biografia também trazia uma citação bíblica de Isaías 49:1-2.

Endreo foi preso na quinta-feira (22) pela Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio de Janeiro, e morreu horas depois dentro da cela. O espaço foi periciado ainda na noite do mesmo dia. No momento da prisão, ele apresentou um documento em nome do irmão. De acordo com o delegado Renato Martins, o suspeito admitiu responsabilidade pelo caso, embora tenha feito declarações contraditórias.

“Ele diz que não foi ele que fez, mas que ele é o culpado. Ele falou uma série de impropérios pra ela, xingou disso, daquilo outro, diminuiu a pessoa dela como mulher, aquele aspecto de violência moral, de violência contra a mulher, extremamente abusivo”, afirmou.

“E ele diz apenas o seguinte: ‘eu sou o culpado, independentemente de eu ter feito ou não alguma coisa, eu sou o culpado disso tudo’. Essas são as palavras dele”, completou o delegado. A morte de Ana Luiza gerou forte repercussão em todo o país, especialmente em Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, cidade onde a jovem nasceu.

 

 

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