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Produção de ovos no Nordeste alcança 10 bilhões de unidades e cresce impulsionada pelo consumo

Bahia acompanha expansão regional e responde 10% da produção no Nordeste

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A produção de ovos no Nordeste alcançou 10,83 bilhões de unidades em 2025, crescimento de 6,75% em relação ao ano anterior, consolidando a região como responsável por cerca de 18% da produção nacional.

De acordo com estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), do Banco do Nordeste (BNB), o desempenho tem impacto na geração de renda, emprego e investimentos, especialmente nos estados de Pernambuco, Ceará e Bahia.

O estudo aponta que a expansão do setor é sustentada pelo aumento do consumo interno, pela crescente tecnificação das granjas e da melhoria das condições para fornecimento de insumos como milho e soja, especialmente na região do Matopiba (zona de convergência do Cerrado entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e na Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia). Somente na Bahia, a produção alcançou 22,9 milhões de dúzias de ovos no quarto trimestre de 2025, mantendo o estado entre os principais produtores nordestinos. O estado responde por quase 10% da produção regional e vem registrando expansão gradual da atividade, especialmente em áreas do interior.

Para o superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, a avicultura de postura, aquela destinada à produção de ovos comerciais, apresenta forte potencial de crescimento na região. “O aumento do consumo, aliado aos avanços tecnológicos e à maior disponibilidade de insumos, cria um ambiente favorável para novos investimentos. O Banco do Nordeste tem atuado como parceiro estratégico dos produtores, oferecendo crédito e soluções financeiras para fortalecer toda a cadeia produtiva”, destaca o gestor.

Segundo o levantamento, o consumo interno segue como principal motor do setor. Em 2025, cada brasileiro consumiu, em média, 288 ovos por ano. Para 2026, a expectativa é de avanço para 307 unidades por habitante, impulsionado pela busca por proteínas de alto valor nutricional e menor custo em comparação a outras fontes de proteína animal. O estudo também aponta melhora da rentabilidade dos produtores em 2026. Enquanto os preços dos principais insumos apresentaram estabilidade ou queda nos primeiros meses do ano, o valor pago pela caixa de ovos registrou alta superior a 30%, favorecendo as margens da atividade.

Mercado aquecido – De acordo com o Etene, além do mercado interno aquecido, o Nordeste ampliou as exportações de ovos de consumo no primeiro quadrimestre de 2026, com crescimento de 157,2% em volume e de 136,7% em receita, demonstrando o potencial de expansão da cadeia produtiva regional.

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