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Grupo pernambucano Quinteto Violado fará turnê na Europa com o espetáculo “Sertão”

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A música nordestina volta a atravessar o Atlântico pelas mãos de um de seus maiores representantes. O Quinteto Violado embarcará para Portugal com o espetáculo Sertão – uma turnê que percorrerá cinco cidades portuguesas entre os dias 10 e 17 de julho, celebrando os 55 anos de história de um dos grupos mais emblemáticos da música brasileira. (Foto: Divulgação).

Criado em Pernambuco, em 1971, o Quinteto Violado tornou-se referência na valorização da cultura popular nordestina, unindo pesquisa, tradição e contemporaneidade em uma trajetória que acumula mais de 30 álbuns, seis discos internacionais e apresentações em diversos países.

O espetáculo “Sertão” propõe uma viagem pelas raízes da música do Nordeste brasileiro e marca o reencontro do grupo com a ACERT, uma das mais importantes instituições culturais de Portugal, que celebra seus 50 anos de atuação.

A turnê terá apresentações nas seguintes cidades portuguesas:

10 de julho – Teatro Municipal da Guarda | Guarda;

11 de julho – Novo Ciclo ACERT | Tondela

12 de julho – Centro Cultural das Caldas da Rainha | Caldas da Rainha

16 de julho – Cine Teatro Messias | Mealhada

17 de julho – Centro Cultural de Carregal do Sal | Carregal do Sal.

Sobre o grupo

Nascido em Pernambuco no início dos anos 1970, o Quinteto Violado atravessa gerações como um dos grupos mais importantes da música brasileira. Com mais de cinco décadas de trajetória, o grupo transformou a pesquisa dos ritmos nordestinos em uma linguagem contemporânea, aproximando viola, baião, frevo e cultura popular da MPB.

A história começou no Recife, em um período em que nomes como Chico Buarque, Geraldo Vandré, Gilberto Gil e o Tropicalismo discutiam novos caminhos para a música nacional. Foi justamente Gil quem ajudou a apresentar o Quinteto ao mercado fonográfico, abrindo portas para o primeiro álbum, lançado em 1972.

De lá para cá, vieram discos, turnês internacionais e encontros com gigantes da música brasileira. O grupo já dividiu momentos de sua trajetória com artistas como Vinicius de Moraes, Toquinho, Jorge Ben Jor, Martinho da Vila, Dona Ivone Lara e Geraldo Azevedo.

Entre registros marcantes da discografia estão interpretações de clássicos como “Asa Branca”, a força regional de “Marcha Nativa dos Índios Quiriris” e trabalhos como “A Feira”, que ajudaram a apresentar a riqueza sonora nordestina para novos públicos.

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