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Após repercussão, Prefeito Marcelo Araújo explica compra de apartamento de Wagner

Imóvel no Corredor da Vitória foi adquirido antes da decisão do STF que determinou o bloqueio de bens do senador petista

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O prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União Brasil), utilizou as redes sociais para se manifestar depois que foi tornada pública a informação de que ele comprou um apartamento que pertencia ao senador Jaques Wagner (PT), localizado no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador.

O imóvel possui 152 m² e foi avaliado em mais de R$ 10 milhões e teve o valor integralmente quitado pelo comprador. A negociação ganhou repercussão após a revelação de que a venda foi protocolada no Cartório do 1º Ofício de Registro de Imóveis de Salvador dias antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o bloqueio dos bens do senador no âmbito de investigação relacionada ao chamado Caso Master.

Em nota divulgada nas redes sociais, Marcelo Araújo disse que a aquisição foi realizada por meio da empresa MSMG Patrimonial Ltda, que é sócio-administrador. O prefeito classificou a transação como um “negócio jurídico privado e transparente”.

“O preço foi pago de forma integral e antecipada, exclusivamente por meio de transferências bancárias oficiais, nominais e rastreáveis, realizadas entre a conta da empresa para a conta dos vendedores indicada no contrato. Não houve qualquer pagamento em espécie, por interposta pessoa ou por meio não bancarizado”, afirmou o prefeito na nota.

Marcelo Araújo disse ainda que todas as etapas da negociação ocorreram antes da decisão judicial que determinou o bloqueio dos bens de Wagner. O prefeito disse ainda que durante o processo de compra, não havia qualquer restrição legal registrada sobre o imóvel ou sobre os vendedores em cadastros públicos.

Além disso, Araújo informou que todos os tributos municipais relacionados à transferência da propriedade foram recolhidos e que a documentação da operação foi apresentada aos órgãos competentes para registro.

“Em nenhum momento da negociação, dos pagamentos, da lavratura da escritura ou da apresentação do título de registro existia qualquer restrição, gravame ou anotação em qualquer cadastro público sobre o imóvel ou sobre os vendedores. A MSMG Patrimonial Ltda e seu sócio administrador não são investigados e não são partes do referido processo”, declarou.

Fonte: Bahia.Ba

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