
Riachão do Jacuípe viveu três dias de cultura, leitura, formação e cinema com a primeira edição do BACINE – Festival de Cinema da Bacia do Jacuípe. O evento abriu espaço para o audiovisual baiano, aproximou realizadores do público e colocou a região do Jacuípe no centro das telas.

Durante os dois dias de exibição, o público lotou as sessões e acompanhou uma programação que reuniu produções de diferentes territórios da Bahia. O festival também distribuiu pipoca ao público, transformando as sessões em momentos de convivência e celebração do cinema.
A qualidade das produções também marcou a primeira edição. Os jurados enfrentaram o desafio de escolher os vencedores diante do alto nível técnico e artístico dos filmes selecionados, o que tornou a avaliação ainda mais criteriosa.
Na Mostra Baiana, Batuques da Fêra, de Uyatã Rayra e Pedro Patrocínio, de Feira de Santana, conquistou Melhor Filme. Mukondo, da vida após a morte, de Fernanda Souza, de São Francisco do Conde, venceu Melhor Roteiro. O Livro Mágico do Sertão, de Sandoval Dourado, de Irecê, recebeu o prêmio de Melhor Fotografia. Rede Guardiãs, de Ricardo Boa Sorte e Michele Nascimento, de Palmeiras, venceu Melhor Montagem. Maria Preá, de Vinicius Kabelo, de Irecê, conquistou Melhor Direção, enquanto Amém, Amor, de Ricardo Oliveira e Vitória Maria, de Riachão do Jacuípe, recebeu Menção Honrosa.

Na Mostra Estudantil, Magaly, a Renegada, de Joston Luiz do Nascimento Oliveira, de Juazeiro, venceu Melhor Filme e Melhor Fotografia. Eu Vim do Serrote, Eu Vim Passeá, de Maria Clara Gomes Simões, de Conceição do Coité, conquistou Melhor Roteiro. Salve o Rio Jacuípe, produzido pelos alunos do 5º ano do Instituto Santa Marta, de Riachão do Jacuípe, venceu Melhor Montagem. Já De Volta Para Mim, de Igor Adonai, de Salvador, recebeu o prêmio de Melhor Direção.
Para Laura Ferreira, coordenadora e curadora do BACINE, o resultado superou as expectativas da organização. “O Bacine em sua primeira edição já nasceu grande e superou as nossas expectativas. A troca de conhecimentos, os diversos olhares na Tela do Bacine, a presença de caravanas de cidades, o resultado produtivo das oficinas, a participação de jovens e diversas faixas etárias sinaliza pra nós que o Bacine veio pra ficar e que o Cinema é mesmo a convergências das artes”

A presença de alguns realizadores e das equipes reforçou uma das principais propostas do festival: criar conexões entre quem produz cinema e quem assiste às histórias contadas nas telas.
O ECOCINE – Nos rastros do Caipora- também integrou a programação do BACINE. Ciclistas jacuipenses percorreram o caminho até o local de gravação do filme “O Caipora”, conectando cinema, território e mobilidade. Na volta, o grupo participou de um café da manhã coletivo na Praça da Matriz, encerrando o passeio em clima de confraternização e troca.
Ao finalizar sua primeira edição, o BACINE deixa como resultado uma experiência que une cinema, literatura, cultura, formação e diferentes sotaques. Histórias e olhares, enquanto o cinema produzido na Bahia ganhou espaço, público e visibilidade.
Assessoria de Imprensa
BACINE – Festival de Cinema da Bacia do Jacuípe
Gilsimara Cardoso



