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Trabalhadores terceirizados da Uefs paralisam atividades e fazem protesto por conta dos salários atrasados

Além dos salários atrasados, não foram pagos o vale-alimentação, vale-transporte, nem mesmo o plano de saúde.

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Cerca de 200 trabalhadores terceirizados pela empresa Creta, que prestam serviços de limpeza, portaria e manutenção à Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), realizaram um protesto, na manhã desta sexta-feira (11). Eles cobram o pagamento dos salários atrasados.

Os trabalhadores declararam que só irão retomar as atividades quando o dinheiro entrar na conta. Os pagamentos deveriam ter sido feitos até o dia cinco deste mês.

Em entrevista ao Acorda Cidade, uma das manifestantes informou que os tratadores de animais contratados pela empresa também paralisaram as atividades.

Ela, que preferiu não se identificar, relatou que os funcionários estão passando dificuldades até para se alimentar. Além dos salários, não foram pagos o vale-alimentação, vale-transporte, nem mesmo o plano de saúde.

“Só tem água na geladeira”, disse outra entrevistada.

Romeu da Silva Oliveira também reclamou que a dispensa está vazia. “A única coisa que eu tinha lá era uma batata para tomar café agora de manhã. A empresa não responde nada. A reitoria liga para o escritório, e a Creta não responde.”

Em resposta à manifestação dos terceirizados, o prefeito do Campus da Uefs, Ademir Moreira, informou que a universidade se solidariza com os trabalhadores e que já notificou a empresa Creta.

“A universidade está aguardando esse retorno sobre essas tratativas. Além disso, existe uma questão relacionada aos benefícios ao VA (Vale-alimentação) e VT (Vale-transporte), que foram pagos de forma parcelada. O VT ele não tem uma prerrogativa pela legislação em relação ao seu parcelamento. No entanto, o que não pode faltar é o colaborador de vir trabalhar e deixar de receber aquele dia referente ao transporte. Já a alimentação, a empresa pagaram já duas parcelas e nós notificamos a empresa também sobre essa situação do VA e estamos aguardando o retorno e estamos atuando de forma para que essa situação ela se resolva o mais breve possível. A universidade, está avaliando várias formas de poder resolver essa situação atual referente aos dois contratos, tanto de jardinagem como de manutenção predial.”

Fonte: Acorda Cidade

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