
O ex-prefeito de Barrocas, na região sisaleira, Jailson Lima Ferreira, conhecido como Jai (União Brasil), acusou a atual gestão municipal, comandada pelo prefeito Almir de Maciel (PT), de pressionar servidores contratados a participar de atos políticos e fazer publicações favoráveis ao governo. Em vídeo divulgado nas redes sociais no domingo (12), o ex-gestor afirmou que funcionários estariam sendo constrangidos e classificou a situação como uma “ditadura implantada em Barrocas”.
Segundo Jai, servidores relataram que celulares estariam sendo recolhidos durante reuniões políticas. O ex-prefeito questionou o motivo da medida e afirmou que a prática indicaria uma tentativa de impedir que o conteúdo dos encontros chegasse ao conhecimento da população. “Para você entrar dentro de uma reunião, seu telefone é confiscado. Eles tomam o telefone na entrada porque, certamente, o que vão falar lá não é algo que pode ir para a rua. Se for, as pessoas vão de fato ver que aquelas pessoas ali trabalham na política com uma grande máscara”, afirmou.
O ex-prefeito também acusou a gestão de utilizar funcionários contratados em atividades políticas. De acordo com ele, servidores estariam sendo pressionados a participar de reuniões, fazer publicações e atuar em eventos de campanha. “Parece até que o prefeito da cidade imagina que os funcionários públicos contratados são funcionários deles. É obrigando, é determinando a fazer algo que não compete ao trabalho que você exerce através da prefeitura”, declarou.
Jai afirmou ainda que a pressão sobre os servidores seria uma estratégia utilizada pela atual administração diante de dificuldades políticas. Ele disse que promessas feitas durante a eleição de 2020 não teriam sido cumpridas e que, por isso, o grupo político estaria enfrentando resistência da população. “Eles não vão mudar. Vão continuar nessas pressões aos funcionários. Falavam muito de ditadura e hoje as pessoas de Barrocas, de fato, estão vendo o que é ser uma ditadura”, afirmou.
O ex-prefeito também disse ter recebido relatos de funcionários que estariam com pagamentos pendentes, mas evitam cobrar por medo de perder o emprego.
Jai comparou a situação com sua passagem pela Prefeitura e afirmou que, durante sua gestão, a principal cobrança feita aos servidores era relacionada à prestação de um bom serviço à população. “Eu jamais fiz isso, jamais faria isso com qualquer funcionário público. Quando fui prefeito, eu tinha um respeito muito grande pelos funcionários, pagava eles em dia”, disse.
Além das acusações envolvendo servidores, o ex-prefeito criticou áreas da administração municipal. Ele afirmou que a cidade está “totalmente abandonada” e citou a assistência social como exemplo. Segundo Jai, o município estaria deixando de atender famílias carentes com ações básicas, como a distribuição de cestas básicas.
“Se não têm o que falar dentro da gestão e também têm dificuldade de entrar nas casas das famílias — porque as promessas foram muito grandes na eleição passada —, então vão para a pressão, vão para a ameaça”, declarou.
Fonte: Cleristonsilva.com



