
A Academia Conquistense de Letras (ACLetras) realizou, na noite desta terça-feira, 29 de setembro, em Vitória da Conquista, a cerimônia de outorga do título de Doutor Honoris Causa a Elomar Figueira Mello, em uma noite especialmente concebida para celebrar não apenas sua trajetória, mas a dimensão poética, literária, musical e dramatúrgica de sua obra.
Intitulada “Uma Noite na Taberna”, a cerimônia teve um formato intimista e foi realizada internamente pela Academia, com a presença de seus membros e de convidados, entre artistas, escritores, intelectuais e personalidades ligadas à cultura de Vitória da Conquista.
A opção por uma noite reservada, longe do formato de uma solenidade pública convencional, foi parte essencial da concepção da homenagem. A proposta era criar um ambiente de proximidade, no qual a poesia fosse protagonista e no qual Elomar pudesse participar não apenas como homenageado, mas como artista.
E foi exatamente isso que aconteceu. Mais do que uma homenagem a um compositor, portanto, a cerimônia apresentou ao público o Elomar poeta, escritor, dramaturgo, ensaísta e criador de um universo literário profundamente ligado ao sertão.
UMA HOMENAGEM NA LINGUAGEM DE ELOMAR
Elomar participou ativamente da construção da noite, contribuindo para a curadoria dos textos, ajudando na escolha dos participantes e integrando-se à programação como poeta e intérprete.
Ao longo do sarau, recitou poemas e esteve diretamente envolvido na apresentação de sua obra.
Entre os momentos da noite, Elomar recitou “Ode ao Dois de Julho”, de Castro Alves — para ele, a maior referência entre os poetas —, além de poemas de sua própria autoria, como “Têmpora Labatur”, “Sidéria” e “Paráfrase a Wamosi”.
A programação teve a participação de atores que emprestaram suas vozes em leituras e interpretações de textos que dialogaram com diferentes dimensões da produção elomariana: Edna Brito, Alex Oliveira e Marcos Duarte, além de Edgard Larry e Rossane Nascimento, membros da Academia.
Os atores convidados e os participantes das leituras poéticas foram dirigidos pelo escritor, dramaturgo e professor Esechias Araújo Lima, membro decano e presidente de honra da Academia Conquistense de Letras. Esechias conduziu os ensaios, trabalhando a entonação, a postura cênica e o estudo do dialeto e de suas nuances semânticas, contribuindo para a fidelidade e a força interpretativa dos textos apresentados.
Fonte: Blog do Redação



