Alunos do Colégio Anísio Teixeira (CAT), em Feira de Santana, realizaram um protesto após denúncias divulgadas nas redes sociais apontarem que estudantes da instituição teriam elaborado uma lista com nomes de colegas consideradas “estupráveis”. Como já divulgado pelo Acorda Cidade, a direção do colégio informou que já está adotando as medidas cabíveis para apurar o caso.
As aulas desta sexta-feira (9) foram suspensas por conta da manifestação.

Além da lista, as postagens mencionam estudantes que supostamente teriam se fantasiado de homens envolvidos em casos de violência sexual e feminicídio durante uma atividade no colégio.
Os alunos teriam se caracterizado como o ex-goleiro Bruno, condenado pela morte da modelo Eliza Samudio, o ex-jogador Daniel Alves, condenado por agressão sexual, e Lázaro Barbosa, investigado por homicídios e estupros.
Em entrevista ao Acorda Cidade, um estudante da instituição que não quis se identificar afirmou que os alunos envolvidos foram expulsos do colégio ainda na quinta-feira (8), data em que o caso aconteceu.

Em nota, o CAT destacou que os alunos foram afastados preventivamente das aulas e que as famílias das vítimas estão sendo ouvidas e acolhidas, bem como que tem adotado medidas cabíveis. (Veja a nota na íntegra ao final da matéria).
Segundo o estudante entrevistado, a caracterização teria acontecido durante um trote, que não estava programado para ocorrer. No entanto, ele disse que não havia relação entre os dois casos, e, por coincidência, aconteceram no mesmo dia.
“Na verdade, o trote não era para ter acontecido porque não estava registrado na questão do mês que foi passado. Eles fizeram por conta própria. O trote foi dos meninos do Ensino Médio e os alunos, no caso da lista, foram do Fundamental. Eles não estavam envolvidos entre eles, foi realmente uma coincidência que aconteceu tudo no mesmo dia.”
De acordo com o aluno, em média quatro estudantes estão envolvidos no caso das máscaras, que ele mesmo presenciou na quinta (8). “Eu cheguei a presenciar os alunos, eles foram advertidos pela coordenadora da escola.”
Ele também destacou o sentimento de revolta em ver o comportamento dos adolescentes envolvidos, especialmente no período atual, com o crescimento de casos de violência contra a mulher.
“É algo revoltante sobre essa questão, realmente, porque é algo que nossa geração está passando bastante. Além do fato de que muitas mulheres hoje em dia estão morrendo bastante. Por exemplo, nessa conversa aqui, mulheres estão morrendo. E é algo triste de se ver acontecendo nessa escola, uma escola com um nome grande. E além dos alunos que foram expulsos, eu acredito que existem outras pessoas também, só que a gente não sabe, que estão escondidas por aí. E tem que educar seus filhos.”
O que diz o CAT
Em nota, a instituição reforçou que repudia os atos que foram denunciados e que está tomando as providências dentro dos limites legais e conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
NOTA A IMPRENSA
O Colégio Anísio Teixeira repudia veementemente os atos denunciados e reafirma seu compromisso com a segurança, o respeito e o bem-estar de toda a comunidade escolar.
Desde que tomou conhecimento dos fatos, a instituição vem conduzindo a apuração com responsabilidade. Os alunos envolvidos foram afastados preventivamente das aulas durante esse processo, e as famílias das vítimas estão sendo ouvidas e acolhidas. O colégio também mantém diálogo com os responsáveis e está adotando todas as medidas cabíveis diante da situação.
Todas as providências estão sendo tomadas dentro dos limites legais, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura a proteção dos menores de idade e estabelece limites à divulgação de informações que possam expô-los.
Reiteramos que não compactuamos com qualquer forma de violência e que seguiremos atuando com seriedade, responsabilidade e compromisso com as famílias afetadas e toda a comunidade escolar.
Fonte: Acorda Cidade



