
A liderança nacional de ausências no primeiro turno das eleições de 2026 ficou com o município de Rio Vermelho (MG), onde 40,09% dos eleitores deixaram de votar. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que quatro em cada dez moradores da cidade mineira não foram às urnas. Com 12 mil habitantes, o município registrou uma abstenção no primeiro turno equivalente ao dobro da média nacional, um índice que chama a atenção para o afastamento dos eleitores das eleições gerais.
A concentração mineira no mapa das ausências impressiona quem analisa o raio-x completo divulgado pela Justiça Eleitoral. A forte abstenção em Minas Gerais puxou o indicador para cima e fez com que o estado abrigasse oito das dez cidades com maior abstenção no Brasil.
Logo atrás da líder Rio Vermelho aparecem vizinhas como Santo Antônio do Itambé (39,55%) e Serra Azul de Minas (38,71%), formando um verdadeiro cinturão de desinteresse eleitoral no interior mineiro. Outros municípios da região, como Chapada do Norte, Jenipapo de Minas, Novo Cruzeiro e Materlândia, também carimbaram presença no topo dessa estatística indigesta.
O recorde de ausências no país ultrapassou patamares históricos nesta votação nacional. Puxada por esse desinteresse concentrado, a maior abstenção nas eleições de 2026 fez a média de faltantes no território brasileiro saltar para 21,1%, marcando o ápice do não comparecimento registrado no país desde 1998.
Abstenção, voto branco e nulo têm regras distintas
A diferença crucial nas estatísticas oficiais precisa estar clara para evitar confusões comuns entre os eleitores. Enquanto a abstenção no primeiro turno mede estritamente as pessoas que sequer pisaram no local de votação, os votos brancos e nulos contabilizam as escolhas de quem foi até a urna mas preferiu não apoiar candidato algum. Em Rio Vermelho, por exemplo, além dos 4.079 ausentes, quem deu o ar da graça deixou 2,43% de votos brancos e 5,10% de nulos nas urnas eletrônicas
Aplicativo e-Título permite regularizar a situação eleitoral
A regularização do título passo a passo exige atenção imediata de quem engrossou as estatísticas de faltosos para evitar bloqueios no CPF ou multas pesadas.
Janela de 60 dias para justificativa: janela de regularização precisa ser aproveitada em até dois meses após o pleito (60 dias), por meio de envio de comprovantes direto pelo aplicativo e-Título ou no portal do TSE.
Pagamento de taxa de quitar pendência: pagamento da guia no valor-base de R$ 3,51 por turno não votado resolve a situação caso você perca o prazo inicial.
Atenção ao risco de cancelamento do documento: atenção triplicada vale para quem acumular três ausências consecutivas sem justificativa, situação que provoca o cancelamento automático do título.
Por Correio



