Assim como o futebol brasileiro em geral, o Campeonato Baiano também foi afetado pela Medida Provisória nº 1.394, que determinou a proibição da exploração, da oferta, da intermediação e da publicidade de apostas de quota fixa (as chamadas bets) e de jogos de cassino on-line no Brasil.
Baianão não poderá manter nome da Mansão Green em 2027
Em 2026, o Campeonato Baiano passou a se chamar Baianão Mansão Green, após a empresa de marketing e gestão de influenciadores e afiliados do mercado de iGaming, ligado às apostas esportivas, adquirir os naming rights da competição.
Para a próxima temporada, no entanto, o Baianão não poderá manter essa denominação. O contrato com a Mansão Green precisou ser suspenso em razão da homologação da chamada “MP das Bets”, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, a competição vai se adequar à decisão do governo federal.
Diante da suspensão do acordo, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) busca novos parceiros comerciais para o Campeonato Baiano de 2027. A tarefa, porém, representa um “cenário desafiador”, conforme revelou o presidente da entidade, Ricardo Lima.
Em entrevista, o dirigente afirmou que as propostas recebidas até o momento não chegam a um terço do valor do contrato anteriormente firmado com a Mansão Green.
Apesar das dificuldades, ele garantiu que segue otimista na busca por parceiros capazes de preservar as receitas dos clubes que disputam a Série A do Baianão.
“É um cenário desafiador, até porque eu apresentei a todos eles os valores que têm chegado, que não chegam a um terço do que tínhamos. Precisamos dar outros tipos de avanço à competição, mas sou muito otimista e vou trabalhar em cima daquilo que chegar para fazer com que os clubes não tenham nenhuma perda em suas receitas, independentemente de medida provisória ou qualquer outra situação”, afirmou Ricardo Lima durante o Conselho Técnico do Baianão, realizado nesta quarta-feira, 21, com a participação dos clubes e da Federação Bahiana de Futebol (FBF).
“Estamos buscando a iniciativa privada, buscando outros caminhos para que possamos diminuir essa distância e fazer com que os clubes sejam incentivados financeiramente”, revelou o presidente da entidade.
Ricardo Lima também destacou que, apesar do impacto financeiro provocado pela MP nº 1.394 no planejamento do Campeonato Baiano de 2027, compreende que a medida está relacionada a uma questão mais ampla, que afeta todo o país: “Não estamos aqui para discutir se a medida é certa ou errada”, afirmou.
“Sabemos que o baque é grande no orçamento, mas entendemos também que existe um problema de saúde no Brasil”, completou.
Fonte: A Tarde



