Política & Economia

Rapidinhas – Salário Mínimo, reforma política e novo partido agitam Brasília

No meio do noticiário, a Presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o governador Eduardo Campos (PSB-PE) e o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, do Democratas, mas de malas prontas para o PSB ou PMDB. Confira abaixo.

 

Mantendo expectativas


A cada encontro que mantém com Gilberto Kassab (DEM), prefeito de São Paulo, o governador Eduardo Campos alimenta expectativas em torno do seu projeto nacional que, por enquanto, tem que ser mantido mesmo só no campo das especulações, porque ninguém sabe o que vai acontecer daqui a quatro anos.

Eleição de 2014

O governador tem dito que não concorrerá a nada em 2014 e que cumprirá seu segundo mandato até o último dia. Só que a expectativa em torno dele é outra: todo mundo espera que ele dispute a Presidência da República ou a vice. Eduardo está no seu melhor momento político, o que faz dele uma alternativa nacional, mas o problema é que ele atingiu essa condição muito cedo e ainda faltam quatro anos para a sucessão presidencial. Até lá, candidatando-se ou não, tem que se manter em evidência no plano nacional e, convenhamos, não há palco mais providencial do que esse novo partido que Kassab quer fundar – o Partido Democrático Brasileiro – já idealizado para uma futura fusão com o PSB.

Novo partido

Evidentemente até que isso aconteça muitas outras reuniões ocorrerão e desde já Kassab, embora seja o motivo de toda essa movimentação, já está em segundo plano – todas as atenções se direcionam para o governador pernambucano. E se a criação do PDB se concretizar, a fusão dessa futura legenda com o PSB poderá ser decisiva para romper a polarização PT/PSDB que domina a cena nacional hoje e Eduardo estará em primeiro plano nas negociações para a sucessão de Dilma Rousseff.

Aécio Neves

 

O senador Aécio Neves avança dentro do ninho tucano para se consolidar como o grande líder da oposição federal. Além de estar cada vez mais forte dentro do PSDB, trabalha com um braço dentro do Democratas para manter a parceria entre os dois partidos. O deputado federal baiano ACM Neto é o seu grande aliado. A estratégia é ter o domínio das duas legendas e manter uma unidade de pensamento visando somar forças para as eleições de 2012 e 2012.  

Apelo por universidades no Nordeste


Além dos compromissos assumidos por Dilma Rousseff em Sergipe, Eduardo Campos fez um apelo à presidente para que os cortes no orçamento não atrasem o reforço e a implantação de campi de universidades federais e Cefets no interior do Nordeste. “No esforço de qualificação da nossa população pra aproveitar o grande momento econômico que estamos vivendo, é fundamental a qualificação profissional e a inovação tecnológica”, argumentou.

Tudo dominado


O governo contabiliza 54 dos 81 votos no Senado a favor da proposta de salário mínimo de R$ 545, entre os quais os dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Pedro Simon (PMDB-RS), o que sepulta as esperanças da oposição de uma divisão na base governista. Até o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), jogou a toalha depois de um encontro com o senador petista. “Não vamos estressar nossas relações com os senadores”, justificou o desolado líder sindical.

Oposição

Principais partidos de oposição, o PSDB e o DEM perderam a perspectiva de articulação política contra o governo na Casa, a ponto de cada um defender a sua própria proposta de salário mínimo. Os tucanos querem os R$ 600 e os democratas insistem nos R$ 560, que eram defendidos pelas centrais sindicais.

Itamar

O ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) vai lutar contra o dispositivo do projeto de lei que permite ao governo atualizar os valores do piso por decreto, seguindo proposta do presidente do seu partido, deputado Roberto Freire (PPS-SP).

Fato novo

 

Porém, o fato novo não é a vitória anunciada do governo, mas a inédita facilidade com que formou uma maioria de dois terços no Senado. A Casa era um bastião da oposição pelo poder de embargo que tinha em relação aos projetos estratégicos do Planalto. Foi no Senado, por exemplo, que a recriação da CPMF, o imposto do cheque, caiu por terra. Não por acaso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou tanto na eleição de aliados.

Marcando posição


Mesmo sabendo que o governo tem tudo para aprovar por larga margem o salário mínimo de R$ 545, Jarbas Vasconcelos (PMDB) vai hoje à tribuna do Senado apresentar suas razões para defender um valor maior. Jarbas vai relembrar o que o PT dizia no passado sobre o tema, quando estava na oposição.

Cargos no Nordeste


Está bem acirrada a disputa pelo comando da Chesf, mas além da estatal, a presidente Dilma ainda não decidiu quem ficará com o Banco do Nordeste, Sudene e Codevasf. Definido só o DNOCS que ficará com o PMDB do Rio Grande do Norte e que foi decidido logo após a formação da equipe ministerial.

 

Tarifas públicas


O vice-líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jardim (SP) critica os aumentos nas contas de luz previstos para este ano acima da inflação. Segundo ele, são consequências do acordo de revisão da tarifa de energia excedente de Itaipu que o Brasil compra do Paraguai e do acionamento recorde de usinas termelétricas no ano passado. Segundo especialistas, o reajuste médio de energia para os consumidores brasileiros em 2011 deverá ficar entre 9% e 11%, contra a meta de inflação do governo, fixada em 4,5%. Este ano, já houve aumentos no Espírito Santo e na Paraíba. Em abril, será a vez de Minas.

Sem CPMF


O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, descartou ontem a recriação da CPMF defendida por alguns governadores do Nordeste em reunião com a presidente Dilma Rousseff. O governo admite a crise de financiamento da saúde, mas a prioridade no momento é rever os mecanismos de repasse de recursos para estados e municípios, que estão fora do controle da União porque são transferidos fundo a fundo, isto é, sem necessidade de convênios. Acredite.

Da vez


O ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB) virou a bola da vez para a oposição. Ontem, o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) e na Procuradoria-Geral da República ( PGR) contra o ministro por causa da ONG Bola pra Frente e do programa Segundo Tempo.

Frente

O deputado Antonio Brito (PTB-BA), depois de intenso corpo a corpo com os colegas, conseguiu a instalação da Frente Parlamentar Mista das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos. Obteve apoio de 200 congressistas, entre senadores e deputados, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Satisfeito, Brito conta que até o palhaço Tiririca (PR-SP) e o lutador Popó (PRB-BA) aderiram à frente.

Pesquisa

Marta Suplicy (PT-SP) resolveu realizar uma pesquisa entre seus eleitores sobre a reforma política. O resultado surpreendeu: 26% são a favor do voto distrital; 16%,do voto em lista; e apenas 2% favorável ao “distritão”. Segundo ela, a proposta do vice-presidente Michel Temer (PMDB) exclui as mulheres do processo eleitoral.

Ele tem a força

Observação da turma de Lula em Brasília: a influência de Antonio Palocci (Casa Civil) é bem maior que a de José Dirceu na era Lula.

Lei na lata do lixo

O candidato barrado Jáder Barbalho (PMDB-PA) tem dito que voltará triunfal ao Senado após a posse de Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal. Crê piamente que a Lei da Ficha Limpa irá para a lata do lixo.

Por Evandro Matos e informações do Diário de Pernambuco e Cláudio Humberto

 

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