História

Riachão: Homem completa 100 anos ouvindo samba de roda e terno de reis

Para comemorar os cem anos de vida de José Candido, a família mandou celebrar uma missa na igreja de Nossa Senhora Santana, em Vila Guimarães, seguida de recepção na fazenda Pedra Grande, de propriedade da filha Ivanilda.

Como parte das comemorações, foi cantado o boi roubado, com o reis e a presença do samba de roda de Baixa da Areia, além da participação da banda Musical Eventos, da cidade de Ichu.

A família também convidou várias pessoas para as comemorações, entre elas estavam Tânia Matos, José Carlos de Matos, Valdete Matos, Elenito da Farmácia, Dona Júlia Carneiro e Zelinho de Campo Alegre.

História

Filho do casal Everaldino Jacó e Raquel Salomé, que teve cinco filhos: Du, Bernardina, Luis, Cesário e Vitorina. Desde a adolescência que José Cândido descobriu a  aptidão pela montaria, indo para Riachão ou cuidando do gado.

O tempo passou e José Cândido se tornou e um homem respeitado e admirado pelos amigos. Em 1º de janeiro de 1936, José Candido Carneiro casou-se com Otília Justina, na igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Riachão do Jacuípe.

Na celebração, os convidados foram montados a cavalo, um dos principais meios de transporte da época. Fruto do amor do casal, nasceram dez filhos, mas sobreviveram apenas cinco: José Antônio (Dedi), Ivanilda (Vani), Filomena (Mimita), Reinaldo e Railda.

Em 1966 nasceu o seu primeiro neto, exatamente no mesmo dia em que ele completaria idade. Por esse motivo veio a homenagem da sua filha Ivanilda (Vani) e seu genro Thiago, que escolheram o mesmo nome: José  Cândido Carneiro Neto, além de ter escolhido também o avô para ser o padrinho de batismo. Outra neta, privilegiada por ter recebido o batismo pelo avô é Silvânia, que nasceu em 1971.

No ano de 2008 José Candido passou por momentos difíceis com a morte de sua esposa Otília Justina. Mas ele foi confortado pelos amigos e familiares, principalmente a filha Railda, na casa de quem passou a morar. Atualmente ele tem 16 netos e cinco bisnetos, mas sonha ter um tataraneto.

 

Vida social

Na vida social, econômica e comunitária, José Cândido foi um homem lutador, solidário e parceiro, que se envolveu em vários segmentos do meio social. Devoto do Sagrado Coração de Jesus, falava muito sobre o dízimo e, a cada final de colheita, fazia doações de farinha, feijão e milho, além de animais.

Já  no final da década de 1940 para o início de 1950, começaram as rezas do mês mariano em Campo Alegre. Nesse período, ele participava ao lado da família e teve a iniciativa de comprar uma casa e uma venda para passar os finais de semana. Com muito esforço e colaboração dos moradores local, iniciou a construção da igreja, que escolheram como padroeira  a Sagrada Família.

No Final da década de 1970, mais uma novidade. O surgimento do povoado de Vila Guimarães, que desperta o desejo para a comunidade eclesial de base.

José Cândido colaborou direta e indiretamente como: correr leilão, que era uma das suas capacidades culturais conhecidas por muitos na região; também o samba de roda e o boi roubado que era outra forma de ajudar os amigos na preparação da terra, para o plantio.

No esporte, ele foi um grande incentivador do Brasil de Vila Guimarães, com forte influência até mesmo na escolha do seu genro Simão, que foi presidente por muitos anos.

Por Noroel Fernandez

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