Política & Economia

TRE pode cassar prefeita de Candeias

Enquanto espera a definição dos partidos para registrar os candidatos que vão disputar as eleições nos 417 municípios da Bahia, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) vai julgar, no final deste mês, um caso que entrou para o folclore da política brasileira e pode provocar a cassação da prefeitura Maria Maia, de Candeias, e do seu vice, Antonio Raimundo dos Santos. O julgamento está marcado para o próximo dia 28.

As acusações contra os dois políticos vão desde o abuso do poder econômico, gastos não contabilizados da campanha (caixa 2) e até a doação de R$ 260 mil de uma doadora que morreu quatro anos antes das últimas eleições, nos Estados Unidos.

As investigações da doação da senhora Almerinda Monteiro dos Santos, morta em 2004, foram realizadas pela Policia Federal, que encaminhou o inquérito para o MPF (Ministério Público Federal) na Bahia. Baseado nas provas, o MPF ingressou com uma ação penal contra a prefeita de Maria Maia (PMDB).

De acordo com o MPF, a doadora morta era uma vendedora ambulante que teve o nome usado na prestação de contas da então candidata. Além de Maia, outras seis pessoas foram denunciadas pelo MPF e, se condenadas pela TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Bahia, podem pegar de dois a seis anos de prisão por crimes de falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsos.

O Ministério Publico Federal deu o parecer pela cassação da prefeita Maria Maia e do seu vice, Antonio Raimundo dos Santos, e a realização de uma eleição Indireta para a Prefeitura de Candeias. Recentemente, Madre de Deus, outra cidade localizada na região metropolitana de Salvador, também realizou eleição suplementar porque seus administradores foram cassados.

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