História

Riachão: Filho desabafa, cobra ação da justiça e diz que família tentava acordo e que Betuca vinha sendo perseguido

Betuca teve o corpo incendiado pelo próprio cunhado Paulo Cristiano Cunha de Souza, quando estava dormindo na residência de sua filha Aldimira Souza Silva Oliveira, no último dia 05 de maio.

Para o Delegado Dr. Carlos José Baqueiro Freitas, o crime já está esclarecido, restando o resultado do laudo de exame cadavérico, que vem reforçar ainda mais as provas do homicídio qualificado, diante da crueldade como o indivíduo praticou sem possibilidade de defesa por parte da vítima.

’’Nos estamos cumprindo tudo que é estabelecido dentro da lei, e temos até o dia 5 do próximo mês para concluirmos as investigações e tomarmos providências de maneira criteriosa’’, explicou o delegado. É importante lembrar que a pena de reclusão, nestes casos, é de 12 a 30 anos.

Drama da família

Na última terça-feira (29) a reportagem do Interior da Bahia esteve na residência da esposa de Alberto Santos Silva, a senhora Mirian de Souza Silva, para ouvir a sua versão sobre o assunto.

Lá, o seu filho Aldemir de Souza Silva confessou que a sua mãe estava traumatizada e sem condição para falar. Aldemir expressou a sua indignação com a demora da justiça encaminhar o inquérito, além da sua revolta contra a ação terrível de Paulo Cristiano Cunha de Souza ter ateado fogo contra o corpo de seu pai, em um momento em que o mesmo estava dormindo.

“Não é possível que um elemento dessa espécie, capaz de ter praticado o que fez, entrar e sair dentro da Delegacia como se não tivesse acontecido nada”, disse Aldemir, referindo-se à presença do criminoso acompanhado de seu advogado quando foi prestar depoimento.

“O mandado de prisão dele já deveria estar pronto desde o dia que ele cometeu o crime, para quando estivesse se apresentado ficasse preso, à disposição da justiça”, reforçou Aldemir, questionando: “Se ele negou ter sido o autor do crime, por que ele está foragido? A família o acobertando, negando saber o seu paradeiro?”.

Aldemir informou ainda que a sua irmã Aldimira e o seu esposo Adriano abandonaram a residência, onde aconteceu o crime, pois ficaram traumatizados com a tragédia. “A minha irmã está grávida e só consegue dormir com ajuda de remédios”, revelou. “Com minha mãe também não é diferente, ela está muito chocada com o desfalque de nossa família’’, acrescentou.

Tentativa de acordo e perseguição

O jovem Aldemir também revelou pontos da discórdia entre o seu pai Betuca e Paulo Cristiano, provando que a vítima vinha sendo perseguida, apesar da tentativa da família para que os dois chegassem a um acordo.  

“Há muito tempo que as coisas não estavam dando certo. Tínhamos uma pendência com ele, tentamos negociar, pagar parte do caminhão, mas ele não aceitava acordo nenhum, muito pelo contrário, sabotou o veículo, cortou o rodoar do carro, arrancou e cortou os fios de ignição. Ficava só criando problemas, até praticar essa covardia contra meu pai que estava dormindo”.

Por Noroel Fernandez

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