
Festa na Bahia, no Brasil e no mundo! O baiano Wagner Moura venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama por sua atuação em O Agente Secreto, quebrando um jejum de décadas e tornando-se o primeiro brasileiro (homem) a conquistar uma estatueta individual na principal premiação de Hollywood fora do Oscar.
A vitória marca mais um capítulo histórico para o audiovisual nacional, que vive um momento de reconhecimento desde o triunfo de Fernanda Torres com Ainda Estou Aqui no ano passado. Na noite deste domingo, 11, Moura superou Michael B. Jordan (Pecadores), Joel Edgerton (Sonhos de Trem), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador), Wagner Moura (O Agente Secreto) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido).
Em seu discurso, o soteropolitano dedicou o prêmio ao Brasil e aos brasileiros, além de falar sobre a importância em se discutir a ditadura. Ele fez questão de finalizar falando em português:
“O Agente Secreto é um filme sobre memória ou falta de memória e trauma geracional. Eu acredito que se o trauma pode ser passado de geração para geração, os valores também podem. Então, esse prêmio vai para aqueles que estão se mantendo fiéis aos seus valores nos momentos difíceis, aos filhos, às nossas vidas juntos, ao meu filho, ao amor, para todo mundo no Brasil. Muito obrigado”, agradeceu.
O Globo de Ouro é considerado um dos principais termômetros para o Oscar, e a vitória coloca Wagner Moura no centro das atenções da indústria mundial. Esta foi a segunda vez que ele concorreu ao prêmio. Em 2016, disputou a categoria de Melhor Ator em Série Dramática por Narcos, papel que abriu definitivamente as portas de Hollywood para o ator baiano.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto se passa no Brasil de 1977 e acompanha Marcelo, um professor universitário atravessado por vigilância, paranoia e violência política durante a ditadura militar. A performance contida, densa e politicamente carregada de Moura foi amplamente elogiada pela crítica internacional, que apontou o papel como um dos mais complexos de sua carreira.
Durante a temporada de premiações, o ator já havia sido reconhecido em festivais e associações de críticos, incluindo Cannes, onde ele foi o primeiro o primeiro sul-americano a receber o prêmio de Melhor Ator. (Fonte: A Tarde).



