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Água Fria: Broas custam R$ 155 mil e levantam suspeitas em contratos da merenda

A diferença nos valores pagos por unidade levanta suspeitas sobre possível sobrepreço no primeiro acordo.

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A gestão do prefeito Renan Araújo Barros, conhecido como de Renan de Ziza (PSD), no município de Água Fria, a cerca de 43 km de Serrinha, enfrenta questionamentos sobre a transparência na contratação de alimentos destinados à merenda escolar. Denúncias apontam possíveis irregularidades em licitações realizadas no segundo semestre de 2025, com indícios de variações expressivas de preços e dúvidas sobre a capacidade técnica de empresas contratadas.

Um dos casos que mais chama atenção envolve a compra de broas. Em 22 de julho de 2025, a prefeitura firmou contrato com uma cooperativa rural para o fornecimento de 48 mil unidades pelo valor de R$ 90 mil. No entanto, pouco mais de dois meses depois, em 2 de outubro, a empresa P.R. Aquino Ramos LTDA, sediada em Irará, venceu nova licitação para fornecer 50 mil unidades por R$ 65 mil — o equivalente a R$ 1,30 por unidade.

Somados, os dois contratos chegam a R$ 155 mil para a aquisição de 98 mil broas. A diferença nos valores pagos por unidade levanta suspeitas sobre possível sobrepreço no primeiro acordo.

Segundo o advogado Hugo Leonardo, responsável por analisar os dados, as inconsistências não se limitam à panificação. Ele aponta que divergências em contratos envolvendo hortifrutis podem ultrapassar R$ 500 mil.

A empresa P.R. Aquino Ramos LTDA também aparece como protagonista em outros contratos recentes, incluindo o fornecimento de 100 mil maçãs, seis toneladas de cebolas (entre branca e roxa) e 37 mil pães, em um acordo específico que soma R$ 256 mil.

Outro ponto que chama atenção diz respeito à estrutura logística dos fornecedores. Registros em imagens e vídeos mostram que a cooperativa inicialmente contratada teria instalações incompatíveis com o volume de produção exigido, o que levanta dúvidas sobre a real execução dos serviços contratados — que incluem até produtos como beiju para programas municipais.

Diante das denúncias, cresce a pressão por esclarecimentos por parte da gestão municipal. Até o momento, não há posicionamento oficial da prefeitura sobre os questionamentos.

“Os documentos indicam diferenças gritantes de valores, quantidades e fornecedores em licitações que envolvem itens básicos da merenda escolar. Estamos fiscalizando o uso do recurso público”, afirmou o advogado.

Fonte: A Tarde

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