
Lançado nos cinemas no fim de abril, o filme Michael já entrou para a história ao conquistar a maior estreia mundial já registrada para uma cinebiografia. Apenas no primeiro fim de semana em cartaz, a produção arrecadou US$ 217 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) em bilheteria ao redor do mundo.
Com orçamento inicial de US$ 170 milhões (aproximadamente R$ 850 milhões), o longa acompanha a trajetória de Michael Jackson entre 1966 e 1988. A narrativa mostra desde os primeiros passos com o Jackson 5 até o encerramento da primeira turnê solo mundial do artista. O desempenho positivo foi tão grande que os estúdios já confirmaram uma continuação, embora ainda sem data de estreia.
Michael Jackson iniciou a carreira ainda na infância ao lado dos irmãos no Jackson 5, grupo responsável por sucessos como I Want You Back e ABC. Nos anos 1980, consolidou-se como um dos maiores nomes da música mundial ao lançar álbuns históricos como Thriller, Bad e Dangerous. Além dos recordes de vendas, o artista revolucionou os videoclipes, popularizou coreografias marcantes e transformou apresentações ao vivo em grandes espetáculos visuais.
Ao longo da carreira, Michael acumulou prêmios, quebrou recordes e se tornou uma referência para diferentes gerações de artistas. Apesar do sucesso, também enfrentou períodos de intensa exposição midiática e controvérsias pessoais. O cantor morreu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, em Los Angeles. Mesmo após a morte, sua obra continua entre as mais consumidas da música pop.
Entre os pontos mais comentados pelo público está a semelhança de Jaafar Jackson com o tio famoso. O nome do artista passou a ganhar repercussão mundial após ele ser escolhido para interpretar Michael Jackson na cinebiografia oficial. Aos 29 anos, Jaafar faz sua estreia nas telonas justamente em uma das produções mais aguardadas sobre o Rei do Pop.
Nascido em Los Angeles, em 25 de julho de 1996, Jaafar cresceu cercado pela música e pela fama da tradicional família Jackson. Ele é filho de Jermaine Jackson com Alejandra Genevieve Oaziaza. Apesar da forte ligação familiar com a música, o artista não pensava inicialmente em seguir carreira nos palcos. Durante parte da infância e começo da adolescência, o sonho dele era se tornar jogador profissional de golfe.
A mudança aconteceu aos 12 anos, quando decidiu investir no canto e na dança. Antes de assumir o papel de Michael Jackson nas telonas, Jaafar já havia iniciado sua trajetória artística na música. Em 2019, lançou o single Got Me Singing, trabalho que chamou atenção também do público brasileiro. O videoclipe da faixa foi gravado na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, criando uma conexão do cantor com o Brasil ainda antes da estreia no cinema.
A escolha de Jaafar para interpretar Michael teve apoio direto da família. Katherine Jackson, avó do ator, declarou publicamente que o neto “personifica” o filho, reforçando a confiança da produção na escalação.
Para viver o Rei do Pop, Jaafar passou por uma preparação rigorosa que se estendeu por cerca de dois anos. O treinamento envolveu aulas vocais, ensaios de dança e estudos minuciosos dos gestos, da postura e da performance de Michael Jackson em diferentes momentos da carreira. O produtor Graham King destacou que a semelhança física entre sobrinho e tio foi um dos fatores que mais chamaram atenção durante o processo de seleção.
Além disso, críticos e especialistas apontaram a precisão de Jaafar ao reproduzir os movimentos e a estética marcante do astro da música pop. Ao mesmo tempo, muitos espectadores deixaram as salas com a sensação de que a história ainda tinha muito a mostrar, já que o filme termina justamente quando Michael Jackson alcança o auge da carreira.
Por Letícia Sena / Isto É



