Trabalhadores que prestavam serviço à Lipari Mineração realizaram um protesto entre o final da madrugada e o início da manhã desta sexta-feira (15), em frente à portaria da empresa, responsável pela Mina Braúna III, em Nordestina, na região sisaleira da Bahia.

Segundo informações e imagens divulgadas no site VemVerCidade, é possível ver ex-funcionários reunidos no local durante o protesto. A portaria da empresa também amanheceu com um monte de pedras e terra bloqueando parte do acesso.
Segundo apuração da reportagem, os trabalhadores da área operacional foram dispensados há cerca de 5 meses. A empresa, no entanto, ainda estaria funcionando administrativamente, com cerca de oito colaboradores.
A Lipari é acusada pelos trabalhadores de deixar pendências financeiras envolvendo cerca de 160 funcionários diretos. Entre as principais reclamações estão salários de janeiro não depositados para parte dos colaboradores, rescisões contratuais em aberto e valores do FGTS em atraso.

Operações suspensas
No fim de janeiro, a Lipari Mineração divulgou nota em inglês informando a suspensão das operações da Mina Braúna. A empresa atribuiu a decisão à fragilidade do mercado global de diamantes naturais e à menor recuperação de diamantes.
No comunicado, a mineradora afirmou que a alta administração estava trabalhando com funcionários, partes interessadas e a comunidade local para minimizar os impactos da suspensão das atividades e garantir o cumprimento das normas aplicáveis.
Até o momento, não forma obtidos retorno da empresa para comentar as acusações feitas pelos trabalhadores.



