O futebol brasileiro amanheceu de luto nesta segunda-feira (18) com a morte de Geovani Silva, ex-jogador da Seleção Brasileira e um dos maiores ídolos da história do Vasco da Gama. Conhecido nacionalmente pelo apelido de “Pequeno Príncipe”, o ex-meia morreu aos 62 anos após sofrer uma parada cardíaca no Espírito Santo.
A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais do ex-atleta. Na publicação, os familiares afirmaram que Geovani “passou mal de forma repentina” durante a madrugada. Ele chegou a ser levado para um hospital em Vila Velha, mas não resistiu, apesar das tentativas de reanimação.

Nos últimos anos, o ex-jogador enfrentava uma série de problemas de saúde. Geovani já havia tratado um câncer na coluna, além de conviver com limitações motoras provocadas por uma polineuropatia. Em 2022, também precisou ser internado por complicações cardíacas.
Em fevereiro deste ano, Geovani recebeu uma homenagem emocionante do Vasco antes de uma partida do Campeonato Carioca disputada no Espírito Santo. Na ocasião, falou publicamente sobre os desafios de saúde que enfrentava. “Fico feliz, né? Porque quando você é homenageado vivo é bem melhor”, declarou o ex-craque durante a cerimônia.
Mesmo afastado dos gramados há décadas, ele seguia sendo tratado como uma referência histórica do futebol brasileiro, especialmente no Vasco e no Espírito Santo, onde é considerado um dos maiores nomes do esporte local.
Geovani deixa filhos, familiares, amigos e uma legião de admiradores espalhados pelo Brasil.
Carreira
Conforme informações do jornal O Globo, Geovani construiu uma trajetória marcante no futebol nacional desde muito jovem. Revelado pela Desportiva Ferroviária, de Cariacica, ele rapidamente chamou atenção pelo talento e foi contratado pelo Vasco no início da década de 1980.

Foi em São Januário que o meia viveu o auge da carreira. Vestindo a tradicional camisa 8, participou de gerações históricas do clube carioca e atuou ao lado de nomes como Roberto Dinamite e Romário. Ao longo de suas passagens pelo Vasco, acumulou centenas de partidas e conquistou títulos importantes, tornando-se um dos grandes símbolos da torcida vascaína.
Pela Seleção Brasileira, Geovani também deixou sua marca. Foi campeão mundial sub-20 em 1983, torneio em que terminou como artilheiro e marcou o gol decisivo da final contra a Argentina. Anos depois, integrou a equipe que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, além de participar da campanha vitoriosa da Copa América de 1989.
O ex-jogador ainda teve experiências internacionais e atuou em clubes da Itália, Alemanha e México antes de retornar ao futebol capixaba nos anos finais da carreira.
Fonte: BNews



