
O produtor, diretor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, conhecido como Barretão, morreu na madrugada desta quarta-feira (22), aos 98 anos. Ele estava internado em um hospital no Rio de Janeiro após enfrentar complicações de saúde decorrentes de uma queda sofrida no início de 2024. A informação foi confirmada por familiares e pelo jornal O Globo.
Com mais de seis décadas dedicadas ao audiovisual, Barretão foi peça fundamental na consolidação do Cinema Novo a partir dos anos 1960. Nascido em Sobral, no Ceará, ele começou a carreira no fotojornalismo antes de migrar para as telas, onde assinou a direção de fotografia de obras históricas da cinematografia nacional, como ‘Vidas Secas’ (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e ‘Terra em Transe’ (1967), de Glauber Rocha.
Ao lado da esposa, Lucy Barreto, fundou em 1963 a produtora L.C. Barreto, responsável por colocar na tela mais de 80 títulos da cultura brasileira. Entre eles está a adaptação de ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’ (1976), dirigida por seu filho Bruno Barreto, que levou quase 11 milhões de espectadores aos cinemas. A produtora também levou o país à disputa do Oscar com as indicações de ‘O Quatrilho’ (1995) e ‘O Que É Isso, Companheiro?’ (1997).
Ativo até os últimos anos de vida, o produtor manteve viva a paixão pela sétima arte e pela defesa da cultura nacional, com seus filhos e netos dando continuidade à sua trajetória. Luiz Carlos Barreto deixa a companheira de mais de 70 anos, Lucy, os filhos Bruno e Paula, além de nove netos.
Por Ana Beatriz Sousa/ Jornal Correio



