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Lucinha Mota reforça que acampará em frente ao fórum se júri do caso Beatriz for transferido de Petrolina

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A possibilidade de transferência do julgamento do caso Beatriz para outra comarca foi um dos assuntos abordados por Lucinha Mota durante entrevista ao Café com Blog. A mãe da menina comentou o pedido apresentado pela defesa do réu para que o júri não aconteça em Petrolina e afirmou que continuará lutando para que o julgamento seja realizado no município onde o crime aconteceu.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de mudança do local do júri, Lucinha afirmou que acredita que o ordenamento jurídico permite muitos recursos ao réu. “Geraldo, tudo é possível dentro do nosso ordenamento jurídico. Só não tem possibilidade de benefícios para a vítima, só não tem possibilidade para as famílias da vítima. Mas para o réu, é possível tudo, né”, argumenta.

Ela também comentou os argumentos apresentados pela defesa e afirmou que não acredita haver fundamentação para a transferência. “Então, eu já me adiantei e continuo reafirmando. Se o judiciário deferir o pedido dele, porque não existe fundamentação nenhuma. O que ele alega? Ele disse que eu estou interferindo, eu posso interferir no resultado do júri, que há risco de vida para o réu e para a equipe. Não existe risco nenhum”, disse Lucinha.

Lucinha falou sobre sua postura durante quase 11 anos de busca por justiça e negou qualquer intenção de vingança. “Você conhece a mim e a minha família, Sandro? Somos pessoas de bem, somos trabalhadores. Se eu quisesse vingança, eu já tinha feito. E, no entanto, são quase 11 anos que eu estou lutando todos os dias para que a minha filha tenha justiça”, afirma Lucinha.

Na entrevista, ela defendeu que o julgamento permaneça em Petrolina. “O que a gente precisa garantir a Petrolina, o Vale do São Francisco, Petrolina e Juazeiro, que esse júri aconteça aqui, porque o crime aconteceu aqui. Quem tem que dar resposta, quem tem que condenar é o povo daqui”.

Ao comentar a possibilidade de mudança, Lucinha afirmou que acompanharia o julgamento caso ele fosse transferido. “Se o processo for transferido, eu faço minha mala no dia que sair o resultado. Pego uma barraca e vou acampar na frente da comarca que for transferido. Porque isso abre um precedente gravíssimo”, dispara.

Ela também afirmou que a repercussão do caso não depende do local onde o júri será realizado. “Não sou eu que vou influenciar o júri. Quem vai influenciar o júri é o que está lá dentro do processo. É o próprio caso”, concluiu.

Fonte: Blog Geraldo José

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