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Morre o escritor e historiador Manoel Neto, do CEEC-UNEB, um dos maiores estudiosos brasileiros sobre Canudos e o cangaço

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Morreu na madrugada deste sábado (08/08), em Salvador, o professor e historiador Manoel Neto, do Centro de Estudos Euclydes da Cunha – CEEC/UNEB. Ele estava com 72 anos.

A noticia foi dada pelo cineasta Antônio Olavo, que postou no grupo Canudos: Memória Eterna, do qual Manoel Neto faz parte. Informações preliminares dão conta que o historiador morreu em sua residência, na madrugada.

Vários integrantes do grupo se manifestaram prestando solidariedade á família e chocados com a notícia. “Estou completamente arrasado”, postou o cineasta Antônio Olavo.  “Que dor no peito! Perdi meu amor irmão! Ainda sem crer! Jesus!”, postou a professora Udineia Braga.

A causa da morte não foi informada pela família. O velório acontece na Capela F do Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, a partir das 13h30. A cerimônia de Cremação está prevista para as 15h deste sábado.

Quem é Manoel Neto

Manoel Antônio dos Santos Neto é um historiador, escritor e pesquisador baiano, nascido em Irará, referência nos estudos sobre a Guerra de Canudos, o Cangaço e a história popular do Nordeste.

Atualmente, ele coordenava o Centro de Estudos Euclydes da Cunha (CEEC / UNEB) e integra a Academia Brasileira de Letras, Artes e Cangaço (ABLAC).

Atuação e Pesquisas

Foco de Estudo: Especialista na história de Canudos, do cangaço, de quilombos e da resistência popular no sertão nordestino.

Instituições: É coordenador do Centro de Estudos Euclydes da Cunha da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Entidades: Membro da Academia Brasileira de Letras, Artes e Cangaço (ABLAC) e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).

Obras: Autor de publicações e artigos voltados à memória dos sobreviventes de Canudos no pós-guerra e à divulgação da cultura subalternizada na historiografia oficial: Canudos Imortal e Rediviva – Notícias e Memórias do Pós-Guerra; Três Ensaios Sobre o Cangaço e Canudos; Os Intelectuais e Canudos: o Discurso Contemporâneo.

Principais Documentários

Assim Era Dadá: A Vida Pós-Cangaço de Sérgia da Silva Chagas (2019): Dirigido por Manoel Neto, retrata a trajetória e o cotidiano de Dadá após o fim do cangaço.

Feminino Cangaço (2013): Codirigido com Lucas Viana, aborda a inserção, os papéis, os dramas e a importância das mulheres nos bandos de cangaço.

Três Vezes Canudos: A Biografia de uma Cidade: Obra com direção solo de Manoel Neto sobre a formação e a história da região de Canudos.

Vaqueiros Canudos (2007): Codirigido com Miguel Telles, foca na figura do vaqueiro e nas memórias ligadas aos sertões de Canudos.

Nova Redenção: A Terra do Poço Azul (2010): Codirigido com Roque Araújo, explora as riquezas e paisagens do município de Nova Redenção, na Chapada Diamantina.

Depois daremos mais informações

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