
As três reportagens mostram uma eleição de 2026 marcada pela disputa por alianças e por crises que podem influenciar a campanha. União Brasil, PP e Republicanos decidiram manter neutralidade nacional, mas seus diretórios estaduais fecharam mais acordos com o PL de Flávio Bolsonaro do que com o PT de Lula: são 16 alianças estaduais com o PL contra nove com os petistas. Isso indica uma maior presença regional de Flávio, embora ele não tenha conseguido formar uma aliança nacional com o Centrão, que continua preservando liberdade para negociar com os dois lados. A reportagem é do jornal O Globo.
Ao mesmo tempo, o escândalo das fraudes no INSS continua sendo um potencial problema para Lula. Segundo a reportagem, quatro propostas de colaboração premiada de personagens considerados importantes nas investigações estão há meses sem uma definição da Polícia Federal e da PGR. As delações poderiam trazer novas informações sobre o funcionamento do esquema, operadores financeiros e eventuais relações com políticos, mas, como os acordos ainda não foram homologados, as informações atribuídas aos investigados precisam ser tratadas como parte de investigações em andamento, e não como fatos comprovados.
Para Flávio Bolsonaro, o principal desgaste recente envolve seu vice, Alfredo Gaspar, alvo de uma denúncia de suposto estupro de vulnerável que permanece sob investigação. O comerciante que levou a denúncia às autoridades apresentou versões diferentes sobre o caso e, segundo a reportagem, afirmou posteriormente que teria ocorrido uma armação, sem apresentar as provas que diz possuir. Assim, os três episódios apontam para uma eleição ainda bastante aberta: Flávio demonstra força nas alianças estaduais, Lula mantém vantagens na estrutura política nacional, e ambos estão sujeitos a novos fatos capazes de alterar o equilíbrio da disputa.
Foto: Saulo Cruz/Arquivo/Agência Senado



