
A morte do escritor, bancário e advogado Eldon Dantas Canário, ocorrida na última quarta-feira (26/08), joga mais um balde de tristeza sobre a comunidade canudense e conselheirista. Ainda abalados com a perda do amigo, escritor e historiador Manoel Neto, no início de agosto, agora foi a vez de Canário, também um apaixonado pesquisador e filho do sertão de Canudos.
Segundo informações dos familiares, Eldon Canário estava internado há uma semana, mas veio a óbito na última quarta-feira. O velório aconteceu nesta quinta-feira (27), a partir das 08h, na Capela A do Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. A solenidade de
cremação aconteceu às 11h.
Como era muito conhecido no meio de artistas, escritores, professores e pesquisadores canudenses, a repercussão da morte foi imediata e bastante sentida. “Mais um grande que se foi. Seu primeiro livro, denominado Canudos, e escrito em 1967, é um marco sobre o cotidiano da segunda Canudos. Ficará um grande legado e sua eterna memória”, disse o cineasta Antônio Olavo.
“Que coisa dolorosa. Eldon, um grande amigo, contribuímos para a edição de livros dele. Estive com ele e sua esposa Rayner no ano passado na FLIAVE (Feira Literária Arretada de Várzea da Ema), quando foi distinguido como escritor homenageado. E tive o
privilégio de ser o mediador da Conferência dele, ali tratou majoritariamente de Canudos, das suas publicações e do seu amor pela terra, onde viveu por tempos na segunda Canudos. Uma perda irreparável. Conforto para Rayner, toda família e amigos”, disse Luiz Paulo Neiva, diretor do Campus Avançado da Uneb Canudos.
“Meus sentimentos a toda família de Eldon, guardarei com carinho os seus depoimentos para o meu trabalho de História Social, que esse amigo querido e colega de arte siga num raio de luz para a eternidade”, professor, cantor e compositor Fabio Paes.
“Partiu o escritor canudense Eldon Canário, seus escritos continuarão vivos em nossos estudos e pesquisas. Abraços afetivos à família”, professora Maria de Lourdes Soares Ornellas, UNEB.
História
Eldon Dantas Canário nasceu no povoado de Canudos, então município de Euclides da Cunha – Bahia, em 28 de dezembro de 1939, (42 anos após o fim da guerra de Canudos, em 05 de outubro de 1897).
Em fevereiro de 1962, prestou exame vestibular na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia – UFBA, tendo concluído o curso em 1967, já casado e pai de dois filhos.
Em novembro de 2015, (após 09 obras publicadas), Eldon Canário tomou posse na Academia de Letras e Artes de Salvador – ALAS, ocupando a Cadeira nº 15, que tem como Patrono o Educador Rômulo Galvão.
Eldon Canário também trabalhou no Departamento de Crédito Rural do antigo Baneb (Banco do Estado da Bahia), no bairro Comércio, em Salvador.



