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El Niño: Brasil terá mais seis ondas de calor em todas regiões até o final de 2026

Estimativa do Cemaden considera histórico de anos de El Niño

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Onda de calor Crédito: Reprodução

O Brasil deve enfrentar pelo menos seis ondas de calor entre setembro e dezembro, segundo uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O número pode ser ainda maior caso o El Niño previsto para o período se confirme com forte intensidade. No último episódio do fenômeno, foram registradas nove ondas de calor no país.

A estimativa foi elaborada a partir da análise de 47 anos de registros de temperatura em períodos de El Niño. Uma onda de calor é caracterizada por pelo menos três dias consecutivos com temperaturas máximas e mínimas excepcionalmente acima da média.

Os dados apontam ainda que esses episódios estão mais frequentes e abrangentes. Enquanto nas décadas de 1980 e 1990 o calor extremo era mais concentrado em determinadas regiões, especialmente no Nordeste, os registros passaram a atingir áreas maiores do país a partir de 2010, com aumento mais acentuado depois de 2020.

O período entre agosto e dezembro de 2023 foi o mais extremo da série histórica, com nove ondas de calor registradas. A média histórica é de quatro episódios.

As previsões para setembro indicam temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro, com possibilidade de marcas até 3°C superiores ao normal.

Seca severa

O aumento do calor também pode agravar a seca e elevar o risco de incêndios. Segundo o Índice Integrado de Seca do Cemaden, 157 municípios brasileiros estão atualmente em situação de seca severa. Tocantins concentra 50 dessas cidades, enquanto a Bahia tem 18.

Além disso, 560 municípios estão classificados em nível alto de risco de fogo, abrangendo mais de 3 milhões de quilômetros quadrados, área equivalente a mais de 35% do território nacional.

O cenário também pode afetar os preços dos alimentos. Em uma situação de El Niño forte, o estudo citado estima alta de até 19,9% nos preços de alimentos in natura, enquanto os gastos com alimentação no domicílio poderiam subir 6,32%.

Por Correio

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