
Aos 91 anos, Luiza Erundina, do Psol, foi eleita deputada estadual por São Paulo nas Eleições 2026 ocorridas no último domingo (4) e se tornou a parlamentar mais velha eleita para uma Assembleia Legislativa no Brasil. Ela recebeu 169.567 votos, o equivalente a 0,73% dos votos válidos no estado.
Nas redes sociais, ela comemorou a vitória e defendeu a soberania do povo brasileiro. “Muito obrigada, São Paulo. Nos vemos na Alesp em defesa do povo e da democracia. O soberano é o povo.”
Resistência na ditatura
Natural de Uiraúna, no Sertão da Paraíba, Luiza Erundina é formada em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e tem mestrado em Ciências Sociais em São Paulo.
No início da década de 1970, ela pretendia ingressar como professora no Departamento de Ciências Sociais da UFPB, mas sua trajetória acadêmica foi interrompida pela atuação como militante da causa camponesa.
Considerada uma ameaça pelo ditadura militar, Erundina teve seu ingresso como professora na universidade vetado pelos militares e acabou deixando a Paraíba em meio à perseguição política. Foi em São Paulo que iniciou uma trajetória que a levaria a ocupar diferentes cargos eletivos.
Na política paulista, Erundina foi vereadora, deputada estadual, prefeita de São Paulo e deputada federal. Atualmente, está em seu sétimo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.
A trajetória política da nova deputada estadual inclui:
1980: participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT);
1987 a 1988: exerceu o mandato de deputada estadual; Na época, ela era filiada ao PT;
1989 a 1993: comandou a Prefeitura de São Paulo, tornando-se a primeira mulher a governar a maior cidade do país;
1997: deixou o partido por divergências políticas;
2016: filiou-se ao Psol, partido onde permanece até hoje.
Com a eleição, Erundina retorna ao Legislativo estadual 40 anos depois de seu primeiro mandato e passa a integrar a Alesp a partir de 2027.



