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Meia joga com mão e pé fraturados e marca gol que leva gigante nordestino à Série B após dez anos

Pedro Favela revelou que decidiu seguir em campo após ser informado sobre possível cirurgia e afastamento de até 30 dias

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Pedro Favela Crédito: Reproduçao

O gol de cabeça que confirmou o retorno do Santa Cruz à Série B foi marcado por um jogador que vinha atuando com fraturas. Pedro Favela, responsável pelo empate com o Maringá na semana passada, revelou que disputou parte da campanha na Série C com a mão direita e dedos do pé fraturados.

Segundo o volante, o departamento médico informou que uma possível cirurgia poderia afastá-lo dos gramados por 20 a 30 dias. Ele decidiu continuar jogando em um momento que considera o melhor de sua trajetória.

“Foi minha decisão. O departamento médico tinha falado comigo, falou que talvez eu teria que fazer uma cirurgia e que eu ficaria uns de 20 a 30 dias fora. Aí eu imediatamente falei que não ia ficar. Pense comigo: você está vivendo o seu melhor momento no clube, na carreira, e você vai ficar sem jogar? Foi um sacrifício que valeu a pena. Isso levo para a minha vida”, contou ao Ge.com.

O empate diante do Maringá assegurou o acesso à Segunda Divisão após nove temporadas. Para Favela, a dimensão do gol ainda era difícil de assimilar nos dias seguintes à partida.

“Para mim, a ficha ainda não caiu. Foram duas noites aí, sem dormir direito, olhando o vídeo e revendo, e sem acreditar que isso tinha acontecido comigo”, revelou.

Há duas temporadas no Arruda, o volante participou de dois acessos consecutivos. Na Série D de 2025, alternou entre o banco e a equipe titular. Neste ano, conquistou espaço entre os titulares e manteve a posição mesmo com as mudanças de treinador.

Favela soma 34 partidas, três gols e uma assistência na temporada. É o maior número de jogos que disputou por um mesmo clube em um único ano.

Com vínculo até o fim do ano, o jogador deseja permanecer no Santa Cruz para disputar a Série B, mas deixa as negociações com seus representantes. A prioridade, segundo ele, é o confronto com o Botafogo-PB: um empate coloca o Tricolor na final da Série C.

“Quem que não vai querer jogar no Santa Cruz em uma Série B? Eu estou desde a Série D, mas essa expectativa fica para depois”, afirmou. “O que a gente tem que focar agora é no jogo contra o Botafogo e posteriormente em uma final”.

Se avançar, o Santa Cruz disputará uma decisão nacional pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, o clube chegou à final da Série D e terminou como vice-campeão, superado pelo Barra-SC.

Por Correio

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