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Riachão: Morre Dona Belinha, viúva do sambador Pedro de Joaquim, das Pedrinhas

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Morreu na manhã deste domingo, 01 de novembro de 2026, a senhora Izabel de Sena Carneiro, viúva do sambador Pedro de Joaquim, que fez parte da segunda geração do grupo de samba de roda das Pedrinhas, em Riachão do Jacuipe, Bahia.

Dona Belinha, como era mais conhecida, morreu no Hospital Municipal de Riachão do Jacuipe, onde estava internada desde a última segunda-feira (26/10). “Ela vinha apresentando um quadro de fraqueza, aí foi piorando cada vez mais, e neste domingo veio a óbito”, disse um familiar (Acima, D. Belinha à direita, com a família).

O velório da idosa aconteceu na residência da família, na região da comunidade de Pedrinhas. Dezenas de parentes e amigos compareceram para se despedir de Dona Belinha. O sepultamento aconteceu na manhã desta segunda-feira, 02 de novembro, o dia de Finados. (Registro do velório de Dona Belinha, ontem à noite).

Dona Belinha deixa dois filhos, Plínio e Ana Neri, e netos. Ela ainda adotou uma criança com nome o de Antônio.

Carismática e de grande memória

Dona Belinha era uma mulher muito carismática e de memória privilegiada. O carisma era percebido já no convívio com a família. Desde que o esposo morreu, ela assumiu as rédeas da casa e, mesmo aos 92 anos, ainda conseguia influenciar nas decisões.

“Ela queria ficar sempre na casa que morou com meu pai, eu levava pra minha casa, mas ela sempre voltava. E ficou certo, pela vontade dela, que três dias da semana ela dormia com a gente, mas os outros quatro preferia dormir na sua casa”, revelou o filho Plinio.

“Minha mãe vinha cuidar da casa, dava banho nela, mas minha avó também pagava as suas cuidadoras para lhe dar banho”, acrescentou um neto, filho de Ana Neri.

Toda essa lucidez e memória de Dona Belinha foi comprovada durante as gravações do documentário “Izidro e o Samba das Pedrinhas”, quando ela deu depoimentos importantíssimos sobre a história do grupo. Viúva do sambador Pedro de Joaquim, ela revelou fatos históricos que colaboraram muito com a pesquisa.

“Colhemos muitos depoimentos importantes, mas a precisão e segurança das informações dela, ajudaram muito o trabalho de pesquisa. E outra coisa que me deixou muito impressionado foi a sua memória e a forma como nos recebeu”, disse o jornalista Evandro Matos, diretor do documentário sobre o samba das Pedrinhas, que ontem compareceu ao velório da idosa.

“Era uma mulher diferente, com muita luz e muita sabedoria, e por isso nossa amizade só aumentou. Eu sempre que podia, voltava para lhe visitar, mas ela também ficava muito contente. Um dia, me perguntou: ‘Por que a gente se gostou tanto?’. Enfim, acho que já está explicado”, concluiu o jornalista.

Fotos: Arquivo do documentário “Izidro e o Samba das Pedrinhas”

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