A Fifa quer que a International Board (IFAB), órgão que gere as regras do futebol, organize uma reunião extraordinária para votar a aplicação da que está sendo chamada de “Lei Vinicius Jr.”, uma determinação para que sejam expulsos de campo os jogadores que cubram a boca para se dirigirem ofensivamente a colegas.
A intenção da Fifa é que o debate seja realizado em Vancouver, no Canadá, na última semana de abril, quando será realizado o 76° Congresso da entidade – evento que reúne os principais dirigentes de confederações e associações do futebol, entre elas aqueles com direito a voto na IFAB.
Espera-se que a nova regra esteja em vigor na Copa do Mundo, a partir de junho.
A Fifa pressiona para que isso aconteça. O caso foi citado numa entrevista do presidente da federação, Gianni Infantino, à emissora britânica Sky News, neste domingo:
– Se um jogador cobrir a boca e falar algo, e isso tiver um impacto racista, ele precisa ser expulso. Obviamente. Nós precisamos assumir que ele disse algo que não deveria, porque do contrário não precisaria cobrir a boca – afirmou o dirigente.
No último sábado, a International Football Association Board anunciou que fará consultas para desenvolver medidas para casos como o protagonizado por Prestianni, do Benfica, no jogo contra o Real Madrid na Champions League. Isso, porém, só seria discutido na próxima assembleia.
O jogador argentino, suspenso preventivamente pela Uefa, foi acusado por Vini Jr. de ter feito ofensas racistas ao atacante brasileiro após o gol marcado pelo jogador do Real Madrid na partida disputada em Lisboa, válido pelo jogo de ida dos playoffs do principal torneio de clubes europeus.
Na ocasião, Prestianni foi flagrado com a camisa tampando a boca antes de Vini Jr. se dirigir ao árbitro.

A IFAB também anunciou no sábado outras mudanças que serão válidas na Copa do Mundo de 2026, como contagem regressiva para laterais e tiros de meta, além da possibilidade de utilizar o recurso do VAR em escanteios.
Como funciona a IFAB:
As associações britânicas (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) têm direito a um voto cada, enquanto que os outros quatro votos restantes pertencem à Fifa, representando as demais federações do mundo. São oito votos no total. Para que uma regra seja aprovada, são necessários seis dos oito votos.
Por Ge



