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Valor da carne bovina sobe 26,5% em quatro meses e bate recorde de alta

A carne bovina aumentou em quase 30% nos últimos quatro meses

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O preço da carne bovina cresceu significativamente em 2026. O alimento popular na mesa dos brasileiros aumentou cerca de 26,5% nos últimos quatro meses, sendo considerado um “item de luxo” para algumas famílias.

De acordo com Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a cotação da arroba do boi gordo chegou à marca de US$ 73,58, aproximadamente R$ 365 na cotação atual, na última quarta-feira, 15.

Esse valor bate um recorde histórico de quase cinco anos, onde o mesmo produto atingiu US$ 73,53 em abril de 2022. A mudança reflete diretamente no bolso do consumidor, já que os açougues buscam lucrar com o novo valor.

Segundo dados divulgados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o aumento acumulado é de 3,18%, uma média somando todos os cortes e tipos de carne bovinas existentes no país.

Porque o preço aumentou?

A demanda maior que a oferta é a principal justificativa do crescimento da carne bovina. A busca pelo produto em ritmo acelerado tem ocasionado a oscilação, refletindo diretamente na exportação para outros países.

Em 2025, os produtores brasileiros venderam 3,5 milhões de toneladas para o exterior, representando uma alta de 20,9% com relação a 2024, como mostram os dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Outra justificativa dada por especialistas é a retenção de animais para o abate. Produtores de gado estão preservando as vacas para criar bezerros e consequentemente reduzindo o número de animais, fazendo o valor subir.

Quais carnes ficaram mais caras?

Ao todo, cerca de 10 tipos de carne sofreram um aumento significativo nos últimos meses, tanto em cortes populares ou nobres, pesando no bolso de todas as classes econômicas.

Confira a lista:

Fígado (+7,5%)

Capa de filé (+6,8%)

Alcatra (+6,2%)

Filé-mignon (+4,9%)

Picanha (+4,4%)

Contrafilé (+4,3%)

Lagarto (+3,6%)

Músculo (+3,5%)

Coxão mole (+3,3%)

Acém (+3,3%)

Fonte: A Tarde

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