
A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (16) a Operação Sexta-Feira 13, que investiga um esquema de fraudes na concessão de benefícios assistenciais a idosos no interior da Bahia. A ação é realizada em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social e busca desarticular uma associação criminosa suspeita de utilizar documentos falsificados para obter pagamentos do INSS.
Segundo as investigações, iniciadas há cerca de um ano, um grupo teria criado pessoas fictícias para receber benefícios assistenciais. Algumas dessas concessões irregulares estariam sendo pagas há aproximadamente dez anos.
As apurações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Núcleo de Inteligência do Ministério da Previdência apontaram que os documentos de identidade apresentados para solicitar os benefícios eram falsos e não possuíam registro no Instituto de Identificação do Estado da Bahia. Os investigadores também identificaram que alguns beneficiários utilizavam múltiplas identidades falsas para conseguir mais de um benefício de forma irregular.
Outro ponto identificado foi a atuação de pessoas que se apresentavam como representantes legais dos beneficiários. Em diversos casos, esses pedidos teriam sido feitos sem qualquer documentação que comprovasse essa condição. Também houve situações em que esses representantes foram cadastrados apenas depois da concessão do benefício.
A investigação ainda revelou que vários dos benefícios considerados fraudulentos já haviam sido suspensos pelo INSS, mas acabaram reativados após solicitações feitas pelos investigados. Com isso, os pagamentos foram retomados, incluindo valores retroativos.
De acordo com a Polícia Federal, o nome da operação faz referência à série de filmes “Sexta-Feira 13”. A escolha está relacionada ao personagem Jason, conhecido por retornar à vida repetidas vezes, em alusão aos benefícios que voltaram a ser pagos mesmo após terem sido suspensos.
Até o momento, foram identificados 50 benefícios considerados fraudulentos, que teriam provocado um prejuízo superior a R$ 11 milhões aos cofres públicos ao longo dos anos.
A operação cumpre dois mandados de busca e apreensão em Santo Amaro, na Bahia. O objetivo é recolher documentos, mídias e outros materiais que possam reforçar as provas sobre o esquema, além de localizar patrimônio supostamente obtido com as fraudes.
Os investigados poderão responder por estelionato qualificado, associação criminosa e inserção de dados falsos nos sistemas da Previdência Social.
Por Correio



