
A empresa de telecomunicações ‘Oi’ teve sua falência decretada nesta terça-feira, 25, pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Vale relembrar que a ‘Oi’ já teve uma outra falência decretada em novembro do último ano, porém, a decisão foi suspensa depois de os bancos terem recorrido. A ação havia levado a empresa de volta ao seu segundo processo de recuperação judicial.
O advogado Bruno Rezende foi nomeado como administrador judicial do processo.
Decisão acontece em momento crítico
A definição da falência acontece em mais um momento crítico no julgamento da ‘Oi’, em uma crise que vem ocorrendo há mais de dez anos.
Vale relembrar que a empresa não conseguiu vender seus últimos principais ativos, o que impactou diretamente seu caixa, tornando a situação financeira insustentável.
Patrimônio líquido negativo de mais de R$ 20 bilhões
Com a grande dívida, o patrimônio líquido negativo do grupo ‘Oi’ atualmente supera R$ 22,6 bilhões, com base em dados enviados à Justiça.
Além disso, a tentativa de transformar a empresa em uma telecomunicações global por meio de uma fusão da Brasil Telecom com a Portugal Telecom afundou ainda mais a empresa em dívidas.
Com isso, parceria falha deu lugar a uma dívida estimada de R$ 44 bilhões e a uma lista de mais de 164 mil credores.
Empresa anunciou demissão de 60% dos funcionários
Na última semana ainda, a ‘Oi’ ainda revelou a demissão de 60% de seus funcionários, com o parcelamento das multas rescisórias em dez parcelas, após ter acertado o acordo com os sindicatos.
Entenda a dívida da Oi
A “Oi” apresentava uma dívida superior a R$ 44 bilhões e 164.706 credores no início deste ano. Desse total:
- R$ 13,8 bilhões estão com credores com garantias, lista que contempla fundos estrangeiros;
- R$ 1,03 bilhão aos trabalhadores, que somam 8.327 credores;
- R$ 106,14 milhões destinados a 4.418 microempresas;
O restante ficou para outros credores, como bancos, detentores de títulos e fornecedores, entre outros.
Fonte: A Tarde



