Meio Ambiente

Alagoinhas – Barragem rompe e deixa mais de 30 famílias desabrigadas

Elas tiveram as casas inundadas por causa do rompimento de uma barragem em um terreno onde está sendo construído um conjunto residencial.

Foram 40 minutos de chuva. Em alguns pontos, a água atingiu a metade da parede. Muitos moradores caminhavam com água no joelho. As pessoas perderam móveis e roupas.

O deslizamento teria sido provocado pela construção de um conjunto residencial em um morro, cerca de 50 metros acima do nível da rua, sem que fosse feita a contenção da terra, segundo informações da TV Bahia.

Uma tragédia que, segundo moradores, poderia ter sido evitada. ‘Primeiro o fato aconteceu com o alagamento de uma única casa. Em seguida, após 15 dias, aconteceu um novo alagmento, só que em cinco casas’, afirma a funcionária pública Anete da Conceição.

Segundo os moradores, tudo começou quando houve o desmatamento total de um morro para a contrução de um conjunto residencial com 1.080 casas.

‘O desmatamento gerou um excesso de água para a Rua São José. A partir disso, a JNC construiu uma barragem para tentar conter a água que descia do morro que foi desmatado. A barragem não resistiu ao volume de água da chuva’, explica o técnico em edificações Radioval Costa.

Depois das chuvas, as obras continuaram. A empresa confirma que conteção só está sendo feita agora. ‘O que aconteceu não poderia ser evitado com uma obra de contenção, e sim, com o sistema de drenagem efetivo’, Elias Almeida Filho, supervisor de obras da construtora.

‘Do ponto de vista legal, todos os aspectos foram atendidos. Agora, a prefeitura fiscaliza sim, agora a gente não tem como estar colocando no dia-a-dia um profissional para estar acompanhando o processo construtivo e soluções de engenharia que são dadas no dia-a-dia da obra’, justifica Eduardo Alvarenga, secretário de Infra-estrutura de Alagoinhas.

Informações do Correio

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo