Economia

Algodão colorido ganha espaço entre pequenos agricultores do oeste baiano

As áreas envolvem os municípios de Angical, Cristópolis, Formosa do Rio Preto e Wanderley, e demonstram a boa receptividade da fibra diferenciada entre os agricultores familiares da região Oeste da Bahia.

De três propriedades, em uma área aproximada de dois hectares, na safra 2008/09, elas passaram para dez propriedades, em aproximadamente oito hectares neste ano.

De acordo com o presidente do Fundeagro, Ezelino Carvalho, as entidades buscam conjuntamente alternativas para introduzir a cotonicultura entre as atividades dos agricultores familiares do Oeste da Bahia, e o algodão naturalmente colorido – que tem encontrado amplo mercado – pode ser explorado pelo pequeno produtor em escala menor, porém, com remuneração mais interessante que a commodity convencional. De acordo com os técnicos, o valor do produto pode ser até 50% maior que o algodão comum.

Os testes começaram nas chamadas Unidades de Testes e Demonstração (UDTs), em Angical, Baianópolis e Wanderley visando aproximar os agricultores da cultura ainda desconhecida. As variedades selecionadas foram o BRS Safira, que apresenta fibra de cor marrom, o BRS Verde, fibra de cor verde, e o BRS 8H, que tem fibra de cor branca, usado como testemunha.

Segundo os técnicos, as estimativas apontam boas produtividades (até 150 arrobas por hectare) e o algodão colorido vem se mostrando uma cultura adaptada ao clima e solo do Oeste da Bahia, que já se destaca no cenário nacional como o segundo maior produtor de algodão convencional e o primeiro em qualidade de fibra. Além do atrativo da cor natural, outra grande alternativa é o cultivo de forma orgânica, que dispensa o uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, na lavoura.

“Nesse sentido, houve o acompanhamento, por parte dos técnicos da EBDA nas propriedades de agricultores familiares, que produziram o algodão agroecológico nos municípios de Angical e Cristópolis. Toda a produção foi vendida para uma tecelagem instalada em Luís Eduardo Magalhães”, afirma Ezelino Carvalho. O preço pago aos produtores ficou praticamente o dobro da cotação da commodity, valendo R$90 a arroba para o algodão em pluma marrom e R$97,50 a arroba para o verde.

Catarina Guedes / Jornal Nova Fronteira

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