Meio Ambiente

Seca castiga população de Caetité

O longo período de estiagem, que tem deixado, principalmente, a população rural em uma situação preocupante levou o prefeito José Barreiras de Alencar Filho a decretar estado de emergência no município.

“Nós estamos hoje com um colapso de abastecimento de água na zona rural. Essas pessoas muitas vezes não têm água nem para beber ou preparar o alimento”, explica.

Com a seca prolongada, os tanques secaram e as barragens e poços artesianos das localidades baixaram a vazão. Sete carros-pipas foram alugados pela administração para abastecer a região, mas, segundo ele, a procura é maior que a demanda, e o sistema de distribuição de água está comprometido, já que os recursos são insuficientes. De acordo com o alcaide, a insuficiência de abastecimento tem feito com que a comunidade compre água na mão de atravessadores, muitos vezes, sem saber a procedência.

Assinado no último dia 24 de setembro pelo prefeito de Caetité, José Barreiras de Alencar Filho, o decreto de emergência, necessário justamente para solicitar e contar com recursos do governo do Estado para amenizar o sofrimento dos moradores, não surtiu efeito. Segundo o alcaide, até o momento, a Coordenadoria de Defesa Civil do Estado da Bahia (Cordec) não se manifestou sobre o problema. “Em Caetité não contamos com nenhum apoio. A prefeitura tem assumido todas as despesas, mas a demanda cresce e o município não tem mais condições de aumentar o abastecimento”, lamenta.

Com poucos poços de água potável na sede, aliado a quantidade pequena de caminhões disponíveis, os veículos demoram para carregar e rertonar às localidades e muitas famílias não são abastecidas. “Até o momento não tivemos auxílio dos órgãos estaduais. Precisamos urgentemente do auxílio da Cordec para contratar mais carros-pipas e com isso ampliar o abastecimento”, suplicou.

Informações do Sudoeste Bahia

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